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sábado, 7 de fevereiro de 2026

PARÁ AVANÇA COM PROJETO QUE VAI BENEFICIAR COMUNIDADES TRADICIONAIS DA TERRA DO MEIO POR AÇÕES DE CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

Iniciativa estrutura projeto de Pagamento por Serviços Ambientais que reconhece o papel das comunidades tradicionais na conservação da floresta e fortalece a bioeconomia
A Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) avança na implementação de um projeto de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) que vai beneficiar 500 famílias indígenas, quilombolas e ribeirinhas que vivem na Terra do Meio, Sudoeste do Estado, por ações de conservação da floresta, fortalecendo a bioeconomia e a governança em territórios coletivos. 
Uma oficina técnica concluída em Belém, nesta quinta-feira (5), contou com a presença de especialistas do governo federal e representantes de organizações parceiras para discutir modelos, evidências e estratégias de implementação.
O projeto tem financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e um investimento total de U$3,5 milhões de dólares (aproximadamente R$18,45 milhões de reais).
A oficina teve como foco alinhar conceitos, compartilhar experiências já aplicadas no Brasil e em nível internacional, além de aprofundar o debate sobre formatos de PSA que valorizem a conservação ambiental aliada à geração de renda e ao fortalecimento da governança e da sociobioeconomia local.
A proposta é que o projeto piloto na Terra do Meio seja implementado com base em dados técnicos, lições aprendidas e especialmente pelas demandas das comunidades tradicionais do bloco de áreas protegidas da Terra do Meio.
O objetivo é reconhecer o papel dessas populações na preservação da floresta e fomentar modelos sustentáveis de desenvolvimento nos territórios coletivos.
Segundo a diretora de Bioeconomia da Semas, Mariana Oliveira, “A oficina tem como objetivo discutir aspectos técnicos para implementação do projeto piloto de PSA em territórios coletivos no Estado do Pará e reúne atores estratégicos que trazem à mesa experiências e lições aprendidas como referência. 
A partir de um piloto, o Estado busca testar e estruturar um modelo baseado em evidências e na realidade do território. 
Esse é um caminho que integra uma estratégia estadual mais ampla de PSA e que também contribui para fortalecer e tornar a bioeconomia ainda mais potente.”
De acordo com a coordenadora geral da Secretaria Extraordinária de Controle do Desmatamento e Ordenamento Ambiental Territorial do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Nazaré Soares, “Os Estados estão em diferentes momentos na construção de suas políticas de pagamento por serviços ambientais. 
Alguns estão aprimorando, outros começando. 
A Semas, do Pará, é uma secretaria que vem avançando bastante, já implementando projetos-piloto e aperfeiçoando suas políticas.”
Para a secretária-adjunta de Bioeconomia da Semas, Camille Bemerguy, a ação representa um avanço estruturante na política ambiental do Estado. 
“A iniciativa reforça a estratégia do Estado de consolidar instrumentos econômicos, reconhecendo o papel de comunidades e povos tradicionais na conservação da floresta, ao mesmo tempo em que promovem desenvolvimento sustentável. 
Ao estruturar mecanismos baseados na bioeconomia e na valorização dos serviços ecossistêmicos, a ação contribui para o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis, para a inclusão socioeconômica dos territórios e para a ampliação da efetividade das políticas públicas ambientais.”, completou.
Fonte : Agência Pará
Blog do Xarope via Agência Pará

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