Na Ilha de Marajó, no Pará, policiais militares utilizam búfalos para patrulhar áreas de difícil acesso.
Adaptados ao terreno alagado, os animais garantem mobilidade em regiões onde viaturas e até cavalos não conseguem atuar.
| Uso dos animais começou nos anos 1990 e se tornou solução eficiente para áreas alagadas da ilha. Foto: Reprodução |
Enquanto em grande parte do Brasil o policiamento depende de viaturas e motos, na Ilha de Marajó a realidade é outra.
No município de Soure, agentes da Polícia Militar utilizam búfalos como meio de locomoção para patrulhar áreas urbanas e rurais.
A região é marcada por extensas áreas alagadas, mangues e terrenos instáveis, onde veículos convencionais não conseguem circular com eficiência.
Nem mesmo cavalos apresentam o mesmo desempenho.
Segundo o capitão Mario Nascimento Marques, do 8º Batalhão da PM, os búfalos oferecem vantagens decisivas.
“Eles têm mais força, maior tração e conseguem andar na lama e na água com a mesma facilidade que em terreno seco”, explica.
Por isso, são considerados verdadeiros “tanques de guerra” no policiamento local.
O uso dos animais começou em 1992, com apenas quatro búfalos. Hoje, sete integram a tropa e participam do policiamento ostensivo. Além da resistência, outro fator importante é a adaptação natural dos animais ao ambiente marajoara.
Seus cascos são mais resistentes à umidade, e eles conseguem se alimentar até mesmo em áreas alagadas, o que garante energia durante longos deslocamentos.
Com cerca de 60% do território coberto por mangues, a mobilidade na ilha exige soluções específicas.
“No Marajó, quem dita as regras é a água”, resume o capitão.
Nesse cenário, os búfalos conseguem acessar comunidades isoladas e áreas onde nem carros nem motos chegam.
Além do policiamento, os animais fazem parte do cotidiano da população local.
São utilizados no transporte de pessoas, cargas, coleta de lixo e até em serviços de entrega. Também têm papel presença dos búfalos é tão marcante que o animal se tornou símbolo do próprio batalhão da PM na região.
Também tem papel importante na economia, com produção de carne, leite e couro.
A ais do que uma curiosidade, o uso desses animais mostra como a adaptação ao ambiente pode ser mais eficiente do que qualquer tecnologia em contextos específicos.
No arquipélago marajoara, inovação não significa necessariamente modernização — mas sim entender o território e trabalhar com ele.
Fonte : Portal Pará Web News
Blog do Xarope via Portal Pará Web News
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