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terça-feira, 5 de agosto de 2025

PARÁ REFORÇA CAMPANHA NACIONAL DE COLETA DE DNA PARA LOCALIZAR DESAPARECIDOS

A Polícia Civil do Pará e a Polícia Científica estadual integram, entre os dias 5 e 15 de agosto, a Campanha Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) .

No Pará, a iniciativa ocorre com apoio da Delegacia de Pessoas Desaparecidas da Polícia Civil e do Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica do Estado .
Foram disponibilizados 11 pontos de coleta na capital, Belém, e em municípios como Castanhal, Marabá, Santarém, Altamira, Bragança, Paragominas, Parauapebas, Itaituba e Tucuruí, oferecendo cobertura ampla às famílias que buscam respostas sobre entes desaparecidos .
Como participar
Os interessados devem portar o Boletim de Ocorrência do desaparecimento e documento pessoal (RG ou CPF).
A coleta, realizada por meio de swab bucal ou sangue de dedo, é simples, indolor e segura.
Recomenda-se que pelo menos dois familiares de primeiro grau (pais, filhos ou irmãos) do desaparecido participem para aumentar as chances de cruzamentos eficazes nos bancos de DNA .

As amostras genéticas coletadas são inseridas no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), onde são comparadas com os perfis de corpos não identificados ou pessoas vivas sem identificação formal, ampliando substancialmente a chance de localização de desaparecidos em todo o país .
Por que essa ação é tão importante? Cada DNA coletado representa potencial para encerrar anos de incerteza e sofrimento para famílias em busca de parentes desaparecidos. 
Em 2024, graças à campanha, mais de 1.600 amostras foram coletadas no Brasil e resultaram em 35 identificações confirmadas. 
No Paraná, duas pessoas foram localizadas com sucesso através desse programa .
A ação mostra como ciência e sensibilidade podem se unir para transformar dor em esperança oferecendo dignidade às famílias e fortalecendo o combate à invisibilidade dos desaparecidos.
Imagem: Agência Pará

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