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sexta-feira, 1 de maio de 2026

Quem foi Lucidéa Maiorana, matriarca que ajudou a construir a comunicação no Pará

Déa, como era conhecida, faleceu na quinta-feira (30), aos 91 anos, deixando filhos, netos e bisnetos .
(Lucidéa Maiorana) Crédito: Reprodução/Arquivo Pessoal
Mais do que um nome ligado a uma das famílias mais influentes do Pará, Lucidéa Batista Maiorana foi uma figura central na construção e consolidação da comunicação no Estado. 
Conhecida como Déa, ela se destacou não apenas como matriarca da família Maiorana, mas como uma mulher atuante nos bastidores de um dos maiores grupos de mídia da Região Norte.
Nascida em Monte Alegre, no oeste paraense, Lucidéa construiu ao lado do marido, o jornalista e empresário Romulo Maiorana, uma trajetória marcada por visão empreendedora e dedicação. 
Desde os primeiros negócios do casal, como a Duplex Publicidade, ela participou diretamente do crescimento que culminaria na criação e expansão do jornal O Liberal, lançado em 1966 e transformado, em poucos anos, no de maior circulação da Amazônia.
Após a morte de Romulo, em 1986, Lucidéa assumiu um papel ainda mais relevante na condução dos negócios da família. 
Ao lado dos filhos, ajudou a manter e fortalecer o grupo de comunicação, que se expandiu para rádio, televisão e projetos culturais como a Fundação Romulo Maiorana, acompanhando as transformações do jornalismo ao longo das décadas.
Discreta, mas firme em suas decisões, Lucidéa conciliou a gestão empresarial com a vida familiar, sendo referência de liderança e união. 
Sua atuação foi essencial para consolidar um modelo de comunicação voltado à realidade amazônica, com foco na informação de qualidade e na valorização da cultura regional.
A religiosidade sempre foi um traço marcante da vida de Lucidéa Maiorana. 
Devota de Nossa Senhora, ela cultivava uma fé discreta, porém profunda, refletida em sua forma de conduzir a família e os negócios. Nascida no mês de maio, tradicionalmente dedicado a Maria e também marcado pelas celebrações do Dia das Mães, Lucidéa tinha uma ligação simbólica com esse período, que reforça ainda mais sua imagem de matriarca e mulher guiada por valores familiares e espirituais.
O legado de Lucidéa Maiorana permanece vivo não apenas na estrutura que ajudou a construir, mas também na continuidade do trabalho desenvolvido pelas novas gerações da família, que seguem contribuindo para o fortalecimento do jornalismo no Pará.
Fonte : Roma News
Blog do Xarope via Roma News .

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