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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

POLICLÍNICA DO LAGO REFORÇA PREVENÇÃO CONTRA DOENÇAS TROPICAIS NO INVERSO AMAZÔNICO

Unidade orienta população sobre prevenção, principais sintomas e importância do diagnóstico precoce
Com a intensificação do período chuvoso na região amazônica, cresce a preocupação com o aumento dos casos de doenças tropicais, já que fatores ambientais favorecem a proliferação de vetores transmissores. 
Enfermidades como dengue, chikungunya, zika, malária, doença de Chagas e leishmaniose estão entre as mais recorrentes e exigem atenção redobrada da população e dos serviços de saúde.
As chamadas doenças tropicais estão diretamente relacionadas às características climáticas e ambientais da região. 
Segundo a médica clínica da Policlínica Lago de Tucuruí, Thaisy Andressa Primo, essas enfermidades são mais comuns em áreas de clima quente e úmido.
“Doenças tropicais são enfermidades mais prevalentes em regiões de clima quente e úmido, muitas vezes relacionadas a vetores como mosquitos, além de condições ambientais e de saneamento. 
Na Amazônia, fatores como chuvas intensas, altas temperaturas e maior exposição a áreas alagadas favorecem a proliferação de vetores, espeicalmente o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika e febre amarela. 
Outros exemplos de doenças tropicais relevantes em nossa região são a malária, doença de Chagas e leishmaniose”, explicou.
Na rotina de atendimentos da Policlínica de Tucuruí, as arboviroses estão entre as principais demandas. 
Conforme a médica, “as mais frequentes são as arboviroses, com destaque para dengue, chikungunya e zika. 
Também são comuns casos de infecções gastrointestinais e doenças infecciosas associadas ao período chuvoso”, disse.
A prevenção continua sendo a principal forma de enfrentamento dessas doenças. 
De acordo com Thaisy Primo, o controle do vetor é uma das medidas mais eficazes. 
“A principal medida é o controle do vetor (transmissor) eliminando água parada em recipientes, caixas d’água e quintais. 
O uso de repelentes, telas em portas e janelas, descarte correto do lixo e atenção aos cuidados com a água e os alimentos são fundamentais”, orientou.
A profissional também alerta para os sinais e sintomas que exigem atenção imediata da população. 
“Febre alta persistente, dor intensa no corpo ou nas articulações, dor atrás dos olhos, vômitos repetidos, sangramentos, tontura ou sinais de desidratação. 
Em crianças, idosos e gestantes, a avaliação deve ser ainda mais precoce”, destacou.
Outro ponto enfatizado pela médica é a importância da identificação precoce das doenças. 
“O diagnóstico precoce permite o manejo adequado, reduz o risco de complicações e óbitos, além de contribuir para a vigilância epidemiológica e o controle da transmissão na comunidade”, afirmou.
Atuação - No enfrentamento das doenças tropicais, a Policlínica do Lago atua de forma integrada, oferecendo atendimento clínico, diagnóstico oportuno, orientação à população, notificação dos casos e desenvolvimento de ações educativas. 
Esse trabalho fortalece a prevenção e garante resposta mais rápida às demandas de saúde da região.
A diretora da unidade, Léia Sandim, também reforça a relevância do diagnóstico precoce no controle dessas enfermidades. 
“Identificar a doença nos primeiros dias permite um manejo adequado, reduz o risco de agravamento e contribui para o controle da transmissão na comunidade. 
Além disso, fortalece o trabalho da vigilância epidemiológica”, explicou.
A Policlínica do Lago é uma unidade do Governo do Pará, gerenciada pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), e integra a rede estadual de saúde, contribuindo para o cuidado da população e o fortalecimento das ações de prevenção e controle das doenças tropicais na região de Tucuruí.
Texto de Roberta Paraense
Fonte : Agência Pará
Blog do Xarope via Agência Pará

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