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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Santarém se despede do seu maior sorriso: morre Maria de Nazaré, que viveu 105 anos sem perder a lucidez

Santarém (PA) perdeu na noite desta terça-feira (5) uma de suas mais longevas cidadãs. Maria de Nazaré Braga de Brito, nascida em 28 de janeiro de 1921 e moradora do bairro do Diamantino, faleceu às 19h30, vítima de síndrome gripal e insuficiência respiratória. Tinha 105 anos e estava cercada pelo afeto da família.

Tinha 105 anos e estava cercada pelo afeto da família.
Viúva e dedicada ao lar por toda a vida, dona Maria atravessou mais de um século de história paraense com serenidade e lucidez que impressionavam a todos ao redor.
Nascida ainda nos anos 1920, viveu períodos de profunda transformação no Brasil e na Amazônia — das canoas a motor aos smartphones, das parteiras às UTIs — sem jamais perder o sorriso fácil que se tornaria sua marca registrada.
Integrante do seleto grupo de apenas 29 centenários registrados em Santarém pelo Censo Demográfico 2022 do IBGE, ela era literalmente uma em cada dez mil santarenos.
Completou 105 anos em janeiro deste ano, data que motivou uma reportagem especial do JC sobre sua trajetória — matéria que rapidamente repercutiu entre leitores da região e que hoje se transforma em registro de despedida.
“Nunca víamos ela braba “
A frase é da neta Sabrina Patrícia e resume com precisão a personalidade de dona Maria. 
Aquelas que conviveram de perto com ela — as filhas Eliana Paula e Maria Hermínia, de 79 anos, além dos netos e bisnetos — descrevem uma mulher de espírito leve, raramente abalada pelas adversidades da vida.
Não havia rigidez em sua rotina: nos últimos anos, não abria mão de tomar o refrigerante que tanto apreciava, como pequeno prazer diário de quem já havia ganhado o direito de fazer o que bem entendesse.
A leveza com que encarava os dias parecia ser, de fato, o ingrediente central de sua longevidade. 
A lucidez se manteve como um farol para a família até os seus últimos meses de vida, e seu sorriso — que deu título à reportagem publicada em janeiro — permanecerá como a imagem mais viva na memória de quem a conheceu.
Um século de Santarém
Dona Maria nasceu quando a Pérola do Tapajós ainda engatinhava como polo regional do oeste paraense. 
Em 105 anos, viu a cidade crescer, ganhar pontes, universidades, aeroporto e mais de 330 mil habitantes.
Sobreviveu a epidemias, secas, cheias extraordinárias do rio Tapajós e a uma pandemia global que ceifou tantos ao redor. 
Viveu o suficiente para ver bisnetos nascerem e crescerem — dez deles, no total.
Sua trajetória reflete o salto de 67% na longevidade registrado no Brasil na última década. 
Em uma nação que envelhece rapidamente, dona Maria era a personificação concreta dessa estatística — não um número numa planilha do IBGE, mas uma avó de carne e osso que ainda reconhecia os rostos, lembrava os nomes e distribuía sorrisos.
Um século de Santarém
Dona Maria nasceu quando a Pérola do Tapajós ainda engatinhava como polo regional do oeste paraense. 
Em 105 anos, viu a cidade crescer, ganhar pontes, universidades, aeroporto e mais de 330 mil habitantes.
Sobreviveu a epidemias, secas, cheias extraordinárias do rio Tapajós e a uma pandemia global que ceifou tantos ao redor. 
Viveu o suficiente para ver bisnetos nascerem e crescerem — dez deles, no total.
Sua trajetória reflete o salto de 67% na longevidade registrado no Brasil na última década. 
Maria de Nazaré , 103 anos de existência ,
Foto : Arquivo Familiar .
Em uma nação que envelhece rapidamente, dona Maria era a personificação concreta dessa estatística — não um número numa planilha do IBGE, mas uma avó de carne e osso que ainda reconhecia os rostos, lembrava os nomes e distribuía sorrisos.
Fonte : Blog do Jeso
Blog do Xarope via Blog do Jeso .

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