terça-feira, 27 de janeiro de 2026

INDÍGENAS OCUPAM PRÉDIO DE EMPRESA DO AGRONEGÓCIO EM PROTESTO CONTRA PROJETO DE DRENAGEM DE RIO NO PA

Movimento denuncia riscos ambientais, ausência de licença e ameaça a sítios arqueológicos na região de Itaituba ao longo do rio Tapajós.
Indígenas ocupam sede da Cargill em Santarém, no Pará. — Foto: Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita)
Manifestantes denunciam impactos que atingem todo o leito do rio, que abrange principalmente cidades no oeste do Pará, como Santarém, Belterra, Aveiro, Itaituba, Trairão e Jacareacanga, e afetam também a população ribeirinha e o bioma da região.
Com gritos de “Tapajós livre”, a mobilização afirma que a dragagem prevista no edital, publicado em dezembro de 2025, representa riscos ambientais, sociais e culturais, além de ter sido apresentada sem consulta livre, como determina a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A Cargill é uma multinacional do agronegócio, sediada no Minnesota, nos Estados Unidos, com atuação no escoamento de grãos pelo rio Tapajós, em Santarém. Para os indígenas, a empresa simboliza um modelo de desenvolvimento associado à dragagem do rio e à ampliação da logística da soja na região.
Em nota, a empresa disse que "não há qualquer ocupação dentro de suas operações, mas sim a presença de um grupo de pessoas em frente à portaria de caminhões, o que impede a entrada e saída de veículos do terminal".
A companhia disse ainda que "respeita o direito à manifestação, assim como se mantém firme no cumprimento às leis brasileiras" e que "a pauta apresentada é um tema sobre o qual a empresa não tem ingerência".
O g1 também procurou a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), responsável pelo processo de licenciamento, mas ainda não havia obtido resposta até a publicação da reportagem.
Fonte : Por g1 Pará — Belém
Blog do Xarope via Por g1 Pará - Belém

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