segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Polícia monta força tarefa para acelerar investigação sobre chacina em Altamira

A Polícia Civil montou uma força-tarefa para acelerar o trabalho de investigação e chegar aos culpados pelos assassinatos de sete pessoas e pelas seis tentativas de homicídio registrados na cidade de Altamira, no sudoeste do Pará, na noite do dia 17 e madrugada do dia 18.Uma das mortes foi a do cabo da Polícia Militar Anderson Martins de Holanda, alvejado em um estabelecimento comercial no bairro Bela Vista.http://3.bp.blogspot.com/-iRnCLjCus1A/Vk21xLppsyI/AAAAAAAA-Rk/EoQ9GExR7zk/s1600/a1.jpg
Um grupo de doze policiais civis, entre delegados, investigadores e escrivães, está em campo desde a última quarta-feira, quando integrantes da Divisão de Homicídios e do Núcleo de Inteligência de Polícia se deslocaram de Belém para Altamira.
Segundo o delegado Vinícius Sousa Dias, foi traçada uma estratégia de atuação para melhor apurar a quantidade de informações provenientes dos crimes ocorridos em bairros e horários diferentes. “Dividimos nossas atuações pelo volume de dados e informações para serem processadas. Estamos em diligências interruptas”, informou o delegado. “Por enquanto, nada será descartado. Temos que ter cuidado na apuração dos fatos, pois existem várias linhas de investigação em curso”, frisou.
Os homicídios serão investigados individualmente e, em seguida, as informações serão cruzadas para avaliar a relação (ou não) entre os crimes. As apurações podem levar a muitos desdobramentos, uma vez que há indícios de várias motivações para os crimes cometidos, dentre eles antigos desentendimentos e questões extraconjugais. Sem revelar nomes e adiantar detalhes, a polícia trabalha também com possíveis “acertos” por conta do tráfico de drogas.
Diligências – Na manhã desta sexta-feira (20), a Polícia Civil concedeu entrevista à imprensa de Altamira e falou das ações desencadeadas. As seis vítimas de tentativa de homicídio já foram ouvidas e continuam internadas no hospital municipal São Rafael e no Hospital Regional da Transamazônica. Cinco estariam estáveis e uma sexta pessoa havia passado por procedimento cirúrgico. A Polícia Civil continua o trabalho de levantamento dos antecedentes criminais das vítimas em diversos bancos de dados. 
 Inicialmente, nenhuma delas tem passagem pela polícia. “Vamos continuar nossas pesquisas em bancos de dados, de outros Estados ou do Poder Judiciário, para verificar a possível existência delitos cometidos dessas vítimas”, afirmou o delegado Vinícius de Sousa. Ainda na quarta-feira (18), foram montadas duas equipes, uma para levantar informações nos locais dos crimes e outra baseada na Seccional de Altamira, para formalizar as diligências e demais providências relativas aos delitos, como necropsia.

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