Imagem mostra o momento em que Edson Cota (detalhe) foi atingido
Edson Cota teria sido morto por outro
policial, e não pelo assaltante Rodrigo Pacheco Lopes, de acordo com a
Polícia Civil do Amazonas. A bala que o matou saiu da pistola de outro
policial da Delegacia de Roubos e Furtos. A informação é de uma fonte da
Polícia Civil, que pediu para não ter o nome citado.
Segundo a fonte, nenhum tiro saiu da
arma apreendida com o suposto assassino. “A arma (uma pistola PT .40)
estava com todas as balas no carregador”, assegurou a fonte.
De acordo com a fonte, Edson Cota foi
atingido pelo próprio colega porque ambos se posicionaram de frente para
o outro no momento em que tentavam prender os dois bandidos que,
ocupando uma motocicleta, davam cobertura aos outros dois que estavam
dentro de um Fiat Punto.
“Suspeitei desde o princípio. Chegaram
atrasados na ação, por isso se posicionaram mal. O policial que estava
na frente (o Cota) acabou ficando na linha de tiro do seu companheiro.
Um erro fatal, é uma pena!”, disse o policial civil.
O CRIME: O investigador Edson
Cota Willot morreu por volta de 13h20 de segunda-feira, 21, após ser
atingido por um tiro durante uma perseguição a assaltantes, no final da
manhã de segunda-feira, em Manaus. Edson Cota era considerado pelos
colegas de trabalho como investigador de linha de frente da Polícia
Civil de Manaus.
A notícia da morte do investigador Edson
Cota Willot causou comoção entre seus colegas de profissão. Após passar
por exames periciais no Instituto Médico Legal (IML) do Amazonas, o
corpo de Edson foi transladado para Santarém, na tarde de terça-feira,
22, onde moram seus familiares e onde aconteceu o velório na Igreja
Nossa Senhora de Fátima.
Policiais civis de Santarém receberam a
notícia com grande dor, pois Edson era bem-querido entre os colegas e
sempre que vinha a Santarém visitar seus familiares, também visitava
seus colegas de profissão na 16ª Seccional da Polícia Civil.
O FATO: O investigador Cota,
lotado na Delegacia de Roubos e Furtos, situada no bairro da Alvorada,
Centro-Oeste de Manaus, morreu na sala de cirurgia do Hospital e Pronto
Socorro 28 de Agosto, em conseqüência de um tiro que levou no peito
durante tiroteio com bandidos no fim da manhã de segunda-feira. O Crime
aconteceu na Rua Riacho Doce, comunidade Parque Riachuelo, na zona Norte
de Manaus. “Ele era um policial linha de frente, cumpridor de seus
deveres”, disse o presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia
Civil do Amazonas (Sinpol-AM), Moacir Maia. “É um dia muito triste para
toda a Polícia Civil”, completou.
TIROTEIO: Segundo o titular da
DERFD, Orlando Amaral, o policial investigava uma quadrilha que
praticava crimes em portas de banco, conhecido como “Saidinha”. Na ação
policial, o grupo de criminosos deu início ao tiroteio. A Polícia Civil
informou que um dos assaltantes também ficou ferido e outros integrantes
da quadrilha foram presos. Segundo colegas de profissão, Edson Cota,
foi atingido no tórax. Ele ainda chegou a ser levado para o Hospital 28
de Agosto, mas não resistiu.
PRISÃO: Após a morte do
investigador Edson Cota quatro suspeitos do crime foram presos. Eles são
acusados de participar de uma quadrilha especializada em assalto a
bancos, na capital amazonense. Willot morreu dois dias antes do seu 46º
aniversário.
Em Santarém, cidade natal do policial,
familiares e amigos ficaram abalados com a notícia. A irmã de Edson,
Edinéia Willott, revela que a família sempre temeu pela vida do
investigador, por conta do perigo que a profissão envolve, no entanto,
ele nunca pensou em deixar de trabalhar na Polícia. “Era a profissão que
ele gostava, então, ele sempre disse que se ele morresse em serviço ele
seria feliz. Ele esperava isso”, declarou Edinéia.
O amigo e colega de profissão, Gennaro
Moreira, lamentou a morte do policial. “O Edson era como um irmão para
mim, a gente além de ser amigo de profissão, tinha um forte vínculo.
Infelizmente ocorreu essa tragédia, mas foi fazendo o que ele realmente
gostava. Para nós é uma perda irreparável, os amigos estão muito
chocados”, contou o investigador da Polícia Civil de Santarém.
Edson Cota Willot morava em Manaus há quase 15 anos, desde que entrou para a Polícia Civil do estado. Ele deixou duas filhas.
COMOÇÃO E REVOLTA MARCAM ENTERRO DO INVESTIGADOR EM SANTARÉM: Uma
multidão acompanhou na manhã de quarta-feira, 23, o enterro do
investigador do Polícia Civil do Amazonas, Edson Cota Willot, 46 anos,
que aconteceu no Cemitério São João Batista, em Santarém, Oeste do Pará.
Dezenas de amigos, parentes e colegas de trabalho dos estados do Pará e
do Amazonas acompanharam o sepultamento do policial.
Comoção, dor e revolta marcaram as
homenagens ao investigador Cota. Em discurso durante o enterro, um
policial civil do Amazonas destacou a importância do trabalho do
investigador Edson Cota para os dois estados. “Eu tive a oportunidade de
conhecer o Cota ainda na Academia, em Manaus. Desde essa época nos
tornamos grandes amigos. Hoje, a Polícia Civil do Estado do Amazonas
está de luto”, disse o emocionado o policial.
Além de colegas da 16ª Seccional da
Polícia Civil de Santarém, dezenas de investigadores de Manaus,
acompanharam o cerimonial do sepultamento do policial Cota.
Na tarde de terça-feira, 22, uma
carreata realizada por policias civis e militares, amigos e familiares
marcou a chegada do corpo do investigador Edson Cota à Santarém. Dezenas
de viaturas das policias Civil e Militar percorreram as rodovias
Fernando Guilhon e Cuiabá.
Durante o percurso, o cortejo do
policial chamou atenção da sociedade santarena com relação à segurança
dos profissionais que atuam todos os dias na prevenção a crimes
praticados contra cidadãos. Delegados da Polícia Civil de Santarém, como
Germano do Vale, Jardel Guimarães, Silvio Birro, Nelson Silva, além dos
investigadores Gennaro Moreira e Carlos Eduardo, participaram da
carreata.
Fonte: RG 15/O Impacto
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