segunda-feira, 5 de junho de 2023

Policia Civil de Itaituba incinera 207,96Kg de droga, Cocaína e Maconha ...

Policiais Civis da Superintendência Regional do Tapajós e da 19ª Seccional Urbana da Policia Civil, realizaram na manhã desta segunda feira, 05/06/23, uma operação para a destruição, (incineração), de 207, 96 Kg, de droga que apreendidas desde 2018, com procedimentos já concluídos, sendo: 132,63Kg de Cocaína e 66,56Kg de Maconha. A incineração foi devidamente autorizada pela justiça da comarca de Itaituba, e também foi acompanhada pelo Ministério Público, através do Dr. Ítalo Costa; Vigilância Sanitária e Policia Cientifica. A destruição da droga foi feita uma cerâmica da cidade, e a operação foi comandada pelo Delegado Alexandre Brito.

Esquema criminoso esquenta madeira nobre retirada ilegalmente de terras indígenas. Notas sairam de Novo Progresso


Cargas são exportadas para, pelo menos, três países - com documentação fraudada. Reportagem especial mostra como elas são roubadas de áreas preservadas da floresta.
A reportagem especial desta semana no Fantástico fala sobre um esquema para "esquentar" madeira retirada de terras indígenas. A matéria faz parte do projeto internacional Forbidden Stories - Projeto Bruno e Dom. O Forbidden dá sequência a apurações de jornalistas mortos ou presos no exercício da profissão, como o Dom Philips, assassinado no Vale do Javari há um ano.
A reportagem deste domingo (4) é resultado de uma outra investigação, sobre a exploração criminosa de madeiras nobres brasileiras em áreas de conservação. Os repórteres Sônia Bridi, Paulo Zero, James Alberti e Junior Alves acompanharam a rota dessa exploração criminosa, que destrói a Floresta Amazônica.
Tudo começa em uma área de manejo florestal, onde a exploração de madeira pode ser feita, desde que o dono da terra tenha um plano detalhado e aprovado pelo órgão ambiental.

Cada árvore tem um número - que é a identidade dela. Assim é produzida a madeira certificada e legalizada. Só que algumas árvores que nunca estiveram ali, são declaradas. O Fantástico rastreou três cargas de madeira ilegal, que usavam créditos fictícios, da floresta até o destino final (veja cada caso detalhadamente na reportagem em vídeo).
O que dizem os citados:
Wanderley Batista de Brito, o engenheiro florestal que fez o plano de manejo declarando árvores que não existiam na floresta, já havia sido preso em 2022, pelo Ministério Público do Mato Grosso por fraude em créditos ambientais. Em nota, Wanderley negou as irregularidades no plano de manejo e também qualquer participação na venda de créditos fictícios. Disse ainda que não teve acesso ao relatório do Ibama e são falsas as acusações que o levaram à prisão.
Em nota, o dono da Neo Wood afirma que desconhece a origem ilegal da madeira e que suas atividades atendem as normas ambientais.
Jordaneo Carnelos, dono da Forte Brasil, foi multado em R$ 59 mil e vai responder por crimes ambientais e por falsidade ideológica. Ele não quis dar entrevista.
O Fantástico procurou as empresas internacionais. A americana Overseas e a sul-coerana Sywood não retornaram. Já a Horizon, da Índia, disse que desconhece qualquer tipo de prática da empresa Neo Wood. Afirmou ainda que é responsável com o meio ambiente e que só compra madeira de empresa legal.

O advogado dos donos da Fazenda Rafael não deu retorno.
A Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso diz que a falha no Sisflora já foi corrigida.