A PNRS prevê coleta, destino final e
tratamento de resíduos urbanos com controle rigoroso. Este cuidado
pretende minimizar impactos ambientais e riscos à saúde, sobretudo em
áreas próximas aos lixões. O projeto irá ainda resguardar profissionais
que obtêm sua renda da coleta seletiva.
Localizado em uma área de 50 hectares a
15 quilômetros de Altamira, o aterro contará com onze células para
acomodação adequada dos resíduos e terá capacidade de 26 anos de uso ou o
equivalente a mais de um milhão de m³ de resíduos armazenados. O local
também vai abrigar um prédio administrativo, um galpão para manutenção
dos veículos operacionais, uma balança para pesagem dos caminhões, uma
guarita para a equipe de segurança e uma área para seleção de materiais
recicláveis.
O projeto do aterro sanitário de Altamira
prevê ainda a construção de um cinturão verde que vai recuperar uma
área de 120 mil m² com o plantio de 15 mil mudas da flora local. Depois
de pronto, o local será transformado em Área de Proteção Permanente
(APP). As mudas já estão sendo produzidas e o plantio tem previsão para
iniciar em janeiro de 2014, quando as chuvas mais intensas favorecem
esse tipo de atividade.
Paralelamente a esta importante obra, a
Norte Energia realiza ações de remediação do antigo lixão a céu aberto
de Altamira, utilizado por mais de 20 anos e que já rendeu mais de R$ 2
milhões em multas à administração municipal. Com este conjunto de ações,
a realidade de Altamira é transformada, colocando a cidade na seleta
lista de cidades brasileiras que tratam adequadamente os resíduos
sólidos. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 27,7% dos
municípios brasileiros depositam resíduos sólidos em aterros
sanitários. A mesma pesquisa mostra que em 50,8% das cidades o material
descartado vai parar em lixões a céu aberto.