Joaquim Barbosa representa uma ameaça à democracia brasileira. No Supremo Tribunal Federal, ele já desrespeitou quase todos os seus colegas. Recentemente, chamou um jornalista de palhaço e não se desculpou de forma minimamente decente. Hoje, ironizou membros da magistratura, a quem acusou de agir de forma sorrateira na criação de novos tribunais, e mandou que juízes baixassem o tom de voz ao se dirigir a ele. Detalhe: os novos tribunais foram aprovados por 371 deputados federais. Será que Barbosa se vê acima do Congresso Nacional?
O ex-presidente Lula, o ex-ministro Marcio Thomaz Bastos e Frei Betto podem colocar na biografia:
foram responsáveis pela nomeação, ao Supremo Tribunal Federal, de um ministro,
hoje presidente da corte, que é uma ameaça à democracia brasileira e que não reúne
mínimas condições de permanecer à frente do cargo que ocupa. Joaquim Barbosa já
desrespeitou praticamente todos os seus colegas no STF (leia mais aqui).
Recentemente, chamou um jornalista do Estado de S. Paulo, Felipe Recondo, de
"palhaço", e não se desculpou de forma minimamente civilizada. Hoje,
ao receber representantes de associações magistrados, os acusou de agir de
forma "sorrateira" na aprovação de novos tribunais federais.
Detalhe: a aprovação dos tribunais contou com o voto favorável de 371
deputados federais, que representam a soberania popular, mas, decerto, Barbosa
se vê acima de todos os poderes da República. Na reunião com as associações de
juízes, enquanto todos estavam sentados, o presidente do STF falava de pé, como
se fosse um superior a tratar com seus subordinados. Ao ser repreendido por um
juiz que se indignou com a expressão sorrateira, o presidente do STF
praticamente mandou que o mesmo se calasse.
É preciso um basta,
que, certamente, não virá dos jornais conservadores que o transformaram em
herói por sua atuação na Ação Penal 470. Mas, neste exato momento,
representantes dos juízes e da advocacia discutem se devem redigir nova nota,
ainda mais dura do que a anterior (leia mais aqui),
contra o ministro que avilta a democracia brasileira.
Leia, abaixo, noticiário da Agência
Brasil sobre mais um ato insano de Joaquim Barbosa:
Débora
Zampier
Repórter
da Agência Brasil
Brasília – Foi em clima de tensão que
o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa,
recebeu hoje (8) os dirigentes de entidades de classe da magistratura. É o
primeiro encontro desde que Barbosa começou sua gestão, em novembro do ano
passado. A audiência ocorreu no gabinete da Presidência do STF e foi
marcada por duras críticas aos dirigentes classistas.
Em pelo menos duas vezes, os ânimos
se acirraram e Barbosa determinou que os convidados baixassem o tom de voz ou
só se dirigissem a ele quando solicitados, além de criticar a presença de
pessoas que não foram chamadas. A audiência estava sendo pleiteada há meses
para apresentação das demandas corporativas, mas a relação estremecida entre
Barbosa e as associações dificultou a aproximação.
Recentemente, Barbosa provocou reação
das entidades ao falar, durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
que há conluio entre juízes e advogados. O presidente do STF e do CNJ também
marcou posição contra a criação de quatro novos tribunais federais no país. O
projeto foi aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional e teve como
grande articuladora a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe).
Hoje, ao falar do assunto com o
presidente da Ajufe e com os dirigentes da Associação dos Magistrados
Brasileiros (AMB) e da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do
Trabalho (Anamatra), Barbosa disse que a expansão da Justiça Federal foi
articulada "sorrateiramente", "na surdina". Para Barbosa,
os senadores foram induzidos a erro, pois nenhum órgão do Estado foi ouvido e
não houve estudo sério sobre o impacto financeiro da medida, que segundo ele, é
de cerca de R$ 8 bilhões.
"A visão corporativista distorce
as coisas. A Justiça Federal está crescendo de forma impensada e
irracional", disse, acrescentando, de forma irônica, que os novos
tribunais seriam criados perto de resorts. O ministro fez referência a outro
embate recente com as entidades de classe, quando o CNJ proibiu patrocínios
privados em eventos promovidos pelas associações. Na maioria das vezes, eles
ocorriam em resorts e com sorteio de brindes.
Logo no começo da audiência, os
magistrados disseram que traziam propostas para fortalecer o Estado Democrático
de Direito, o que provocou reação de Barbosa. "O senhor acha que o Estado
[Democrático] de Direito no Brasil está enfraquecido? Temos seguramente a
democracia mais sólida da América Latina. Me causa estranheza pedido para que
não haja enfraquecimento", rebateu.
Barbosa disse que o STF já tem
prestígio por si só e recusou os elogios por ter relatado a Ação Penal 470, o
processo do mensalão. "Estou há dez anos nesse Tribunal, foi apenas o
processo mais retumbante. Nesse, como em milhares, agi da mesma forma. Só
suscitou mais interesse. Não teve nada de extraordinário em relação ao meu modo
de agir".
Também houve mal estar quando Barbosa
citou as investidas das entidades contra o CNJ e quando ele criticou a tática
de usar a imprensa para atacá-lo. "Quando tiverem algo a acrescentar,
antes de irem à imprensa, dirijam documento à minha assessoria, não vão
primeiro à imprensa para criar clima desagradável", disparou. O
ministro ainda disse que as associações "não podem fazer só o que
interessa à classe, mas o que interessa a todo o país".
Os únicos pontos de aparente
convergência foram a necessidade de mudanças na legislação penal para evitar
impunidade, o fim de critérios subjetivos para promoção de juízes ou nomeação
de ministros e desembargadores e abertura de discussão sobre a retomada do
adicional por tempo de serviço, medida que pode evitar o abandono precoce da
carreira pelos juízes.
Segundo as associações, juízes que
podem se aposentar aos 70 anos estão deixando a carreira, em média, aos 56
anos, pois não têm perspectiva de crescimento e preferem se aposentar. Segundo
o presidente da AMB, Nelson Calandra, só no ano passado mais de 530 juízes
deixaram seus postos, provocando déficit de mão de obra e acúmulo de trabalho.
Edição: Fábio
Massalli
Discordo plenamente de você !
ResponderExcluirEle é sério e sem rabo preso com bancas de advocacia, que fazem lobby e indicam os membro do STF e suas posições. Um detalhe:Ele, salvo engano, veio do MP.
Ele, tem doutorado,xarope e fala mais de 4 linguas !Não é estúpido, é enérgico.É o quê falta nesse país.Foi sério no mensalão e por isso caiu nas graças do povo.Acharia interessante colocar todo o conteúdo da reunião, é mais esclarecedor.
Em resumo, disse que tinha que ser ouvido as instituições jurídica com CNJ e STJ sobre a criação e não entidades sindicais, pois a CF não disse sindicato e sim as juridicas.Os sindicatos criaram um custo minimo de 8 bilhões e quase dobraram o número de tribunais, sem fala que criam vagas de juizes pelo 5constitucional, indicados por lobbys das bancas de advocacia.Sabemos que a maioria dos tribunais produzem pouco pro alto custo da justiça, por isso disse que iriam ser criados em resort.Resentemente provou isso quando falou do STM.
Então por tudo, evite ser tendencioso.Faça um esforço pra mostrar o outro lado, por gentileza !
Bruno Viana
bancário.