segunda-feira, 25 de maio de 2020

Líder Asurini e mais três indígenas morrem de covid-19 no Pará

Sakamarime, um dos líderes mais antigos do povo Asurini, morreu de covid-19 neste domingo (24), no município de Tucuruí, no sudeste paraense, localizado a 446,3 km da capital Belém.
O líder passou os últimos dias em estado grave, em uma Unidade de Pronto Atendimento, à espera de um leito na UTI do Hospital Regional de Tucuruí, mas não resistiu. No Facebook, a prefeitura da cidade lamentou a morte de Sakamarime.
Desde a última sexta-feira (22), mortes de indígenas vítimas do novo coronavírus vem sendo registradas no Pará, como é o caso de Ireiabeiti Xikrin, de 21 anos, da comunidade Oôdjã Xicrin, que morreu em um hospital particular de Marabá, no último sábado (23).
A jovem apresentava um quadro semelhante ao de pneumonia a cerca de um mês, mas deu entrada no hospital de Marabá recentemente. Ao chegar no local, foi realizado o teste rápido para diagnosticar se ela estava ou não com a covid-19. O resultado foi positivo.
Em relato ao site Correio Carajás, um líder da Terra do Cateté informou que há várias pessoas com sintomas gripais nas quatro aldeias que fazem parte daquela área indígena, localizada no município de Parauapebas, a 708km de Belém. Na sexta-feira (22), outro indígena chamado Bemok Xikrin, de 72 anos, também da aldeia Xicrin do Cateté não resistiu a doença e morreu na mesma unidade de saúde de Ireiabeiti.
Ainda na última sexta-feira, morreu a líder Ponakatu Assurini, de 73 anos, mais conhecida como Vanda Assurini, esposa do cacique Purake Assurini. A indígena foi diagnosticada com covid-19 e estava internada na Unidade de Pronto Atendimento de Tucuruí, onde aguardava transferência para o Hospital de Campanha de Marabá.
O marido de Ponokatu e mais quatro nativos estão internados na mesma unidade com os sintomas da doença. A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) lamentou a morte da liderança e informou em nota que o pedido de leito ao estado aconteceu três dias após a internação dela na UPA. Conforme a Sespa, o leito foi reservado no mesmo dia em que foi solicitado, mas a paciente veio a óbito antes da transferência.

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