sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

SÃO FÉLIX DO XINGU . O FABRÍCIO FERREIRA. A ARRECADAÇÃO DE R$ 368,4 MILHÕES .O EMPENHO DE R$ 404, 5 MILHÕES . OS NÚMEROS E O DESCALABRO FINANCEIRO

A matemática é uma ciência exata e os números não mentem. 
Em São Félix do Xingu, a matemática aponta números alarmantes. Enquanto o cidadão tenta desviar das crateras que tomaram conta das vias públicas, a contabilidade da prefeitura municipal, sob a gestão do prefeito Fabrício Batista Ferreira, revela um cenário de descontrole financeiro que desafia a legislação federal.
Dados extraídos do próprio Portal de Transparência do município revelam que, entre janeiro e novembro de 2025, a prefeitura arrecadou a vultosa soma de R$ 368,4 milhões. 
No entanto, a “caneta” do executivo pesou mais do que o cofre suportava: no mesmo período, as despesas empenhadas somaram R$ 404,5 milhões. 
O resultado é um déficit de mais de R$ 36 milhões antes mesmo de fechar o ano.
Na prática, a prefeitura está gastando o que não tem, o que configura um descumprimento direto da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que exige o equilíbrio entre o que entra e o que sai das contas públicas. 
O caso de São Félix do Xingu serve como alerta sobre a necessidade de fiscalização rigorosa das contas públicas municipais e da importância da transparência efetiva, que vai além da mera publicação de dados, exigindo também prestação de contas clara e compreensível à população.
A pergunta de “milhões” nas esquinas de São Félix é simples: se a prefeitura empenhou mais de 400 milhões de reais, por que o serviço não aparece? A situação das ruas é o exemplo mais visível do descaso. 
Moradores relatam que as vias da cidade estão praticamente intrafegáveis. 
O que causa maior indignação não é apenas a falta de pavimentação, mas a má qualidade das intervenções realizadas.
Segundo denúncias, a prefeitura já realizou cerca de quatro operações “tapa-buracos” utilizando materiais de qualidade duvidosa, como a chamada “pedra canja” e “borra de massa asfáltica”. 
“É nosso dinheiro sendo jogado fora. 
Eles jogam essa sobra de asfalto com pedra canja, vem a primeira chuva e leva tudo, deixando o buraco ainda maior”, lamenta um morador.
No mês de maio, por exemplo, as despesas saltaram para R$ 54,2 milhões, enquanto a arrecadação foi de apenas R$ 34,5 milhões — um rombo de quase R$ 20 milhões em apenas 30 dias. 
O desequilíbrio fiscal não é apenas um problema técnico de contabilidade; é um risco para os serviços básicos. 
Quando uma prefeitura gasta sistematicamente mais do que arrecada e não investe em infraestrutura duradoura, o colapso administrativo torna-se uma ameaça real, podendo afetar salários e pagamentos de fornecedores essenciais no futuro próximo.
O que diz a Lei – A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar no 101/2000) foi criada justamente para evitar que gestores públicos deixem heranças de dívidas para seus sucessores ou comprometam a saúde financeira do município. 
O descumprimento pode levar a sanções graves, incluindo a rejeição das contas pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e até processos por improbidade administrativa contra o gestor.
Fonte : Portal da Transparência
Blog do Xarope via Portal da Transparência

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