terça-feira, 1 de abril de 2025

EM BELÉM, PM QUE MATOU NAMORADA A TIRO É DENUNCIADO PELO MP

A violência contra a mulher e o feminicídio não podem continuar sendo uma triste rotina no Pará.
Crime ocorreu no dia 12 de março dentro de um carro estacionadona avenida Pedro Miranda com a travessa do chaco . suspeito está preso preventivamente .
É hora de a lei mostrar sua força, especialmente quando o criminoso é alguém que deveria proteger: Wladson Luan Monteiro Borges, policial militar, foi preso em flagrante por assassinar sua namorada, Bruna Meireles Corrêa, de 32 anos, em Belém.
O crime, ocorrido em 12 de março de 2024, dentro de um veículo, escancara a urgência de punições rigorosas para deter essa epidemia de sangue que assombra a sociedade paraense.
Para o feminicídio, previsto no artigo 121-A do Código Penal, a pena varia de 20 a 40 anos de reclusão – e neste caso, a Justiça precisa fazer valer cada dia dessa sentença.A denúncia partiu da 1ª Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, conduzida pela promotora Darlene Rodrigues, do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA).
Segundo as investigações, Wladson disparou uma arma de fogo contra Bruna, que morreu no local.
Primeiro, ele tentou encobrir o crime com a versão de um assalto.
Depois, mudou a história, alegando que o tiro foi “acidental”, resultado de um desentendimento no carro.
Mas as provas e os depoimentos desmontam qualquer tentativa de abrandar a gravidade do ato.
Preso na mesma noite, o policial foi levado à Divisão Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM). 
No interrogatório, confessou um relacionamento extraconjugal de um ano e meio com a vítima. 
Testemunhas revelaram o lado sombrio dessa relação: um namoro marcado por controle e abusos.
Bruna, dizem amigos e familiares, foi isolada do convívio social, proibida de ir à academia e forçada a abandonar suas redes sociais.
Um padrão cruel que, infelizmente, ecoa em tantos casos de violência doméstica que terminam em tragédia.
Inquérito prorrogado
O MPPA não hesitou: além de oferecer a denúncia, pediu a prorrogação do inquérito para garantir laudos pendentes e novas diligências, incluindo a reprodução simulada dos fatos.
“Não podemos deixar brechas.
Esse crime exige resposta firme”, afirmou uma fonte ligada à Promotoria.
A sociedade, revoltada, clama por justiça. Afinal, como aceitar que um agente da lei, treinado para defender, use sua arma para calar uma vida?
O caso de Bruna Meireles Corrêa é mais um grito de alerta.
O Pará não pode mais conviver com a naturalização do feminicídio.
Quando o assassino é um policial, a indignação se multiplica – e a punição precisa ser exemplar.
A promotora Darlene Rodrigues e o MPPA estão na linha de frente dessa batalha, mas a mudança exige mais: exige que a violência contra a mulher deixe de ser rotina e que a lei, com todo seu peso, seja sentida por quem acha que pode tirar uma vida e sair impune.
Chega de sangue nas estatísticas. 
Chega de silêncio.
Fonte : Ver-o-Fato

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