A Polícia Federal deflagrou, na manhã de quarta-feira (18), a Operação Argos, com o objetivo de desmantelar um esquema de monitoramento clandestino na travessia da Balsa de Belo Monte, no sudoeste do Pará.
A estrutura criminosa era utilizada para acompanhar o deslocamento de agentes de fiscalização e dificultar o combate a ilícitos ambientais na região.
De acordo com as investigações, o grupo monitorava a movimentação de servidores públicos para repassar informações estratégicas que permitiam a infratores antecipar e frustrar operações policiais.
O foco do esquema era proteger atividades ilegais, especialmente nos municípios de Anapu e Senador José Porfírio.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes apreenderam o aparelho celular de uma das investigadas.
No dispositivo, foram encontrados aplicativos de monitoramento e diálogos que comprovam a prática criminosa.
Além do esquema de vigilância, a operação revelou outra atividade ilícita: a posse e comercialização de substâncias proibidas.
Nas buscas, a PF localizou 1.972 comprimidos de “rebite” (uma anfetamina de venda ilegal).
Uma mulher assumiu a propriedade do material e foi presa em flagrante.
As suspeitas foram conduzidas à Delegacia de Polícia Federal em Altamira para os procedimentos cabíveis.
A Polícia Federal informou que as investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre quem financiava o monitoramento dos agentes públicos.
Fonte : O Impacto
Blog do Xarope via O Impacto
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