quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Operação mira célula de facção que monitorava forças de segurança no AM

A investigação começou após a apreensão de aproximadamente 4,5 toneladas de entorpecentes .
A partir desse caso, os policiais passaram a apurar como funcionava a estrutura responsável pelo deslocamento da droga até a capital.
O Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) deflagrou nesta quinta-feira (27) a Operação Visão Noturna, em uma ação voltada à identificação de uma célula do Comando Vermelho suspeita de acompanhar a movimentação das forças de segurança e auxiliar na logística do transporte de drogas para Manaus.
A investigação começou após a apreensão de aproximadamente 4,5 toneladas de entorpecentes, encontrada em fevereiro deste ano dentro de uma balsa na região de Iranduba. 
A partir desse caso, os policiais passaram a apurar como funcionava a estrutura responsável pelo deslocamento da droga até a capital.
Foto: Eli Oliveira/Portal Tucumã
“Nessa ocasião, nós conseguimos coletar informações que nos levaram a identificar a existência de uma célula do Comando Vermelho, que atua aqui na cidade de Manaus, que tinha dois propósitos. 
O primeiro deles era prestar apoio logístico aos carregamentos de drogas que vinham da região de fronteira até a cidade de Manaus, e o segundo era fazer uma ação típica de crime organizado, uma ação de contrainteligência”, disse o diretor do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), delegado Mário Paulo Telles.
Segundo o DRCO, os integrantes identificados durante as diligências teriam a função de observar a movimentação das forças policiais, principalmente das embarcações utilizadas pelas Polícias Civil e Militar.
Foto: Eli Oliveira/Portal Tucumã
“Nós conseguimos, na investigação, identificar que esses criminosos faziam parte desse grupo de WhatsApp, denominado Visão Noturna, e nesse grupo eles centralizavam as informações. 
Eles, os criminosos, estavam distribuídos em vários pontos da orla da cidade de Manaus, no Furo do Paracuba, no Iranduba, no Manacapuru”, disse o delegado.
As informações, conforme a investigação, eram repassadas aos responsáveis pelo transporte dos entorpecentes. 
Com os alertas sobre a presença das equipes de segurança, os traficantes poderiam modificar os trajetos das embarcações e dificultar as abordagens.
Foto: Eli Oliveira/Portal Tucumã
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas seis armas de fogo: dois fuzis calibre 5.56, duas espingardas calibre 12, uma pistola 9 milímetros e um revólver calibre 38. 
Segundo o DRCO, os fuzis eram usados na escolta de carregamentos de drogas vindos da região de fronteira.
Foto: Eli Oliveira/Portal Tucumã
Blog do Xarope via Portal Tucumã

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