sexta-feira, 15 de março de 2019

Vídeo viraliza nos grupos de WhatsApp e gera desconforto entre os deputados Eraldo Pimenta e Hilton Aguiar


Um vídeo viralizado em grupos de WhatsApp, da última sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Pará(ALEPA), no qual o deputado emedebista Eraldo Sorges Pimenta(MDB), aproveita uma fala deixada pelo deputado Hilton Aguiar(DEM), gerou muita deixa entre os aliados dos dois deputados. 
Com o vídeo, os aliados de Eraldo Pimenta escreveram, que na última sessão o Deputado Hilton Aguiar finalmente tinha falado uma verdade conhecida por toda a população do Tapajós. 
“Hilton falou que muita gente doente de Itaituba, ao chegar no Hospital Regional de Santarém, já chega morto!”. 
No texto dos aliados do emedebista também dizia que o deputado Eraldo Pimenta parabenizava o seu colega por finalmente reconhecer que Jatene, ao usar o Hospital Regional de Itaituba como moeda eleitoral, matou muita gente. 
O detalhe é que Hilton Aguiar era aliado ferrenho do então governador Simão Jatene, e isso gerou um desconforte até mesmo no deputado Hilton Aguiar que se encontrava na capital amazonense, e enviou o áudio de WhatsApp no PV do editor do Blog Xarope. 
Deputado Hilton Aguiar(DEM)
O deputado alegou que o discurso de Eraldo Pimenta foi com muita maldade, já que o emedebista pediu uma parte, e aproveitou para colocar palavras na minha boca, disse o parlamentar em áudio. 
Meu discurso não foi assim, pedi para o governador aumentar os leitos para 400, que tem somente 150, morrendo muita gente. “Foi ai que o deputado disse que eu falei que o ex-governador Simão Jatene matou muita gente. E não foi isso que eu falei”, disse Hilton. 
Na integra o discurso dos dois, em texto pela redação do BLOG DO XAROPE. 
Hilton Aguiar...”O grande Guerreiro da Transamazônica”...
Eraldo Pimenta...”Muito obrigado nobre colega, quando eu ouvir sua fala, pedir essa parte. Porque ela precisa ser lembrada, porque nessa fala do parlamento aqui tem competente taquigrafo, temos aqui gravado nos anais dessa casa. Onde vossa excelência fala com muita propriedade que eu preciso parabeniza-lo. Parceiro, parlamentar daquela região...
Deputado Eraldo Pimenta(MDB)
Quando você fala que muita gente morreu quando chegam no Hospital Regional de Santarém. Então vossa excelência, mesmo sendo base na época do governo, afirma com muita segurança, que o Jatene matou muita gente naquela região. Matou muita gente ao não ter terminado esse hospital a vários anos. Fez com que a população sofresse a todos esses anos. Usou o hospital Regional de forma com estelionato eleitoral. Perto das eleições dizia que iria terminar o hospital, e depois abandonava...
Portanto só para parabeniza-lo, querido amigo pela sua forma sincera, clara, quando vossa excelência coloca e afirma que o Jatene matou muita gente na região Transamazônica”.

Ameaça de atentado contra alunos do Colégio Álvaro Adolfo espalha na web e mobiliza polícia

Mensagens ameaçadoras se espalharam na web e colocaram alunos e direção da escola Álvaro Adolfo em pânico — Foto: Reprodução/Redes sociais
Nas mensagens que se espalharam na web, um dos jovens dizia para o outro não dar seguimento ao seu plano de 'passar o sal' nos alunos
Uma equipe da Polícia Militar de Santarém, oeste do Pará, foi mobilizada no final da tarde desta quinta-feira (14), para fazer rondas na Escola Estadual Álvaro Adolfo da Silveira, no bairro Santa Clara, e nos arredores, atendendo chamado da direção após o compartilhamento em grupos de WhatsApp e redes sociais, de mensagens que teriam sido trocadas entre dois jovens, sobre um suposto atentado na instituição.
A preocupação da direção com a segurança dos alunos se deve ao atentado registrado em Suzano, região metropolitana de São Paulo, na manhã de quarta-feira (13), e abalou todo o país. Além de acionar a polícia, a direção da escola vai registrar boletim de ocorrência para que as investigações prossigam.
A escola Álvaro Adolfo é uma das mais tradicionais de Santarém. Atende dezenas de alunos do ensino médio nos turnos da manhã, tarde e noite.
Nas mensagens que se espalharam na web, um dos jovens dizia para o outro não dar seguimento ao seu plano de "passar o sal" nos alunos porque não acabaria bem. 
O outro respondia que estava tudo planejado "era só matar e correr". Houve ainda um pedido nas mensagens, para quer uma jovem fosse poupada. O nome da suposta jovem foi escrito com projéteis entre dois revólveres.
Blog do Xarope via G 1 Santarém

quinta-feira, 14 de março de 2019

Policial Militar lotado em Rurópolis, é preso acusado de executar comerciante Célio de Sousa em Santarém

Os urubus já estavam comendo o corpo de Célio de Sousa que foi coberto com cal e envolvido em uma lona preta pelo criminoso



“Taliandresson Junior Pereira Alves, teria recebido 10 mil reais para cometer o crime. Os mandantes seria a companheira da vítima, Elziete Nascimento de Sousa e seu suposto amante Nagib Jorge do Carmo Monteiro”.
Dois dos três mandados de prisão temporária expedidos nesta quarta-feira (13/03), pelo juiz Gabriel Veloso de Araújo, da 3a. Vara Criminal, foram cumpridos pelo delegado da Polícia Civil de Santarém, Dmitri Teles Esmeraldo.
Os pedidos feitos pelo delegado que fazem parte da investigação sobre a morte do comerciante Célio de Sousa Fernandes, de 38 anos, cujo corpo foi encontrado em uma cova rasa na estrada que dá acesso à praia do Juá no início de fevereiro.
Ele morava na comunidade Estrada Nova, região da rodovia Santarém-Curuá-Una, e trabalhava com venda de confecções.
Suspeitos - segundo investigações da polícia que pediu as prisões de três suspeitos, Celso teria sido morto pelo policial militar Taliandresson Junior Pereira Alves, que teria recebido 10 mil reais para cometer o crime. Os mandantes seria companheira da vítima, Elziete Nascimento de Sousa e seu suposto amante Nagib Jorge do Carmo Monteiro.
Os dois foram localizados e presos a companheira da vítima se apresentou com o seu advogado, para cumprimento do mandado de prisão.
Após parecer favorável do Ministério Público foram decretadas as prisões temporárias dos três suspeitos.
Motivações- consta no pedido de prisão da polícia, que os motivos do crime seriam o fato da vítima ter agredido sua companheira e ter abusado sexualmente de sua enteada, além de ter tentado manter um relacionamento amoroso com a esposa do acusado Nagib.
As prisões temporárias são de 30 dias, podendo ser prorrogadas ou convertidas em preventiva.
PM estava de licença médica
O PM Taliandresson Junior Pereira Alves é lotado em Rurópolis e foi afastado por licença médica por 180 dias, para tratamento psiquiátrico. Já teria outras acusações de homicídios, inclusive em Itaituba.
Em contato com o Major Joselde Freitas Barbosa - Comandante da 17ª CIPM, disse a redação do Blog do Xarope que o PM ficou lotado apenas algumas semanas em Rurópolis, transferido pelo comandante de Santarém, por questões disciplinar.
O Major também explicou que logo que soube da situação psiquiatra do PM, determinou o recolhimento da arma, obedecendo a recomendação médica.
Recentemente o Policial Militar também lotado em Rurópolis, conhecido como Cabo Vander foi acusado de matar por espancamento um jovem. Outro cabo conhecido por Ludelmar Batista Rodrigues também foi preso acusado de estuprar uma menina de 10 anos.. O Blog do Xarope apurou , que outros policiais militares também tem história nesse município, acusados de praticas de violência.
  


Célio de Sousa custou 10 mil reais.  Os mandantes seria companheira Elziete Nascimento de Sousa e seu suposto amante Nagib Jorge do Carmo Monteiro

Carlos Xavier é reeleito presidente com 86,88% dos votos da Faepa, um chocolate humilhante contra seu opositor Luciano Guedes

Carlos Xavier empurrou um chocolate em seu adversário

Sob uma eleição tensa e com acusações de ambos os lados, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, foi reeleito com 86,88% dos votos. Com 122 votos válidos, a chapa vencedora recebeu 106 votos, contra 14.
Carlos Xavier encabeçou a chapa Novo Pará, Novo Brasil. O presidente reeleito está há mais de 30 anos a frente da entidade. 
Eleição conturbada
Essa eleição foi muito diferente das outras, onde quase sempre acontecia uma unidade entre os associados.
Desta vez, com a rebeldia de Luciano Guedes então vice-presidente, a entidade virou um cabide de difamação entre ambas as chapas. Com o candidato Luciano fazendo inúmeras denuncias, entre quais de irregularidades, manobra e Má Fé, acusações contra Carlos Xavier.
Foram um bombardeio, Luciano chegou a agredir até a família de diretores, entre quais a do próprio Carlos Xavier e seu atual vice, Vilson João Schuber, fatos enviados ao MP. 
Luciano Guedes também denunciou, o que ele tachou de ciclo de desmandos e desrespeito às leis e ao estado democrático de direito. "Trinta anos no poder a frente da entidade, agindo como se dono dela fosse", chegou a denunciar a Justiça.
O fato é que a confusão ainda vai acontecer muitos capítulos, e temos a informações que contra Luciano também foram ajuizadas inúmeras denuncias.
Luciano Guedes também tem uma ficha corrida, entre as quais, acusações de desvios na Sudam, Adepará, e inclusive como então prefeito do município de Pau D`Arco, no qual é acusado de várias irregularidades. Fatos que vem respondendo na justiça a troco de muito dinheiro. Os familiares do sogro de Luciano também o acusam, ele teria levado a falência o sogro Laudelino Hanemam (falecido): O Sogro deixou mais de vinte mil cabeças de gado, que teria sido estourado por Luciano. No caso da Adepará, citado acima, as denuncias sãos tão graves que pode inclusive levar a sua primeira prisão. Segundo as denuncias, o caso é muito sério.  
O certo é que, depois de toda essa xaropada, o desfecho da eleição foi um massacre de votos: 106 a 14 a favor de Carlos Xavier.

Luciano foi humilhado nas urnas, mas promete recorrer
A "Nova Faepa", comandada por Luciano Guedes, composta por 14 votos já bateu o pé, e anuncia que irá recorrer à Justiça.
Segundo informações Carlos Xavier vai fazer uma viagem de 15 dias, e em seu lugar ficará o primeiro VICE-PRESIDENTES. Vilson João Schuber.

Confira todos os nomes que compõem a nova diretoria:
Presidente
Carlos Xavier
Vice-Presidentes
Vilson João Schuber
Antonio Francisco De Araújo
Claudio Aparecido Zamperline Júnior
Fernão Villela Zancanner
Joel Carvalho Lobato
Diretores
1º Diretor Secretário: Alfonso Marcos Rio
2º Diretor Secretário: José Nelson De Araújo
1º Diretor Financeiro: José Ribamar Rodrigues Sizo
2º Diretor Financeiro: Giovanni Queiroz
Adinor Batista Dos Santos
Francisco Alberto De Castro
Antônia Lemos Gurgel
Antônio Miranda Sobrinho
Gilberto Nascimento Brito
Agamenon da Silva Menezes
Antonio Gomes Lima
Antonio Henrique Gripp
Antonio Vieira Caetano
Arcidio Ornela Filho
Benedito Luz De Souza Dutra
Darcy Dalberto Uliana
Francisco Gomes da Silva
Guy Gonçalves Rangel
Joaquim Lira Maia
Josaphat Paranhos De Azevedo Neto
Marcia Cristina Zahluth Centeno
Paulo César Justo Quartiero
Ricardo Guimarães De Queiroz
Ronaldo Cursage Mafra
Conselho Fiscal
Fernando Acatauassú Nunes
Givaldo Gomes de Araújo
Guilherme Minssen
Darlene Maria Pantoja Da Silva
Julival David Ferreira
Valdemar Francisco Hutim
Delegados Representantes
Carlos Fernandes Xavier
Vilson João Schuber
Giovanni Queiroz
Adinor Batista Dos Santos


quarta-feira, 13 de março de 2019

Com mais de 15 anos atuando em Marabá Juíza mais antiga é afastada do cargo pelo TJPA

Com mais de 15 anos de atuação na Comarca de Marabá, a juíza Maria Aldecy de Souza Pissolati, titular da 3ª Vara Cível e Empresarial, foi afastada de suas funções na magistratura na manhã desta quarta-feira, dia 13, por decisão do Pleno do Tribunal de Justiça do Estado do Pará.
Maria Aldecy Pissolati, que está em Marabá há mais de 15 anos, teria violado o dever de imparcialidade imposto aos integrantes da magistratura ao dar tratamento diferenciado para dois processos que estavam em situação idêntica, na Comarca de Marabá, indicando, assim, indício de possível parcialidade na condução dos referidos feitos.

Secretário de Estado, e deputado eleito do MDB tem registro indeferido pelo TSE

Resultado de imagem para iran lima deputadoO deputado estadual Iran Lima teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em decorrência de uma condenação em julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU) por atos cometidos enquanto gestor municipal de Moju. No governo Helder Barbalho, Lima foi eleito Secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme). 
Participaram da decisão os ministros Edson Fachin, Jorge Mussi, Og Fernandes, Sérgio Banhos, Luís Roberto Barroso e a presidente do TSE, Rosa Weber. O secretário foi alvo de quatro impugnações judiciais e condenado por atos cometidos enquanto era prefeito do município de Moju, o que levou ao indeferimento do pedido de registro de candidatura pelo TSE. Agora, não cabe mais recurso no processo eleitoral. 
Desde janeiro, Iran Lima comanda a Sedeme. O secretário foi dos principais nomes da Assembleia Legislativa do Estado (Alepa) nas últimas eleições. Formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Pará, Lima também é auditor da Secretaria da Fazenda, onde chegou ao cargo de delegado.

terça-feira, 12 de março de 2019

Projeto de vereadora veda contratação de condenados pela Lei Maria da Penha para o serviço público

Para a vereadora Josy Seixas (PR), o projeto é uma ferramenta para coibir a violência contra a mulher.
Por Sílvia Vieira
Durante a sessão desta terça-feira (12), na Câmara Municipal de Oriximiná, oeste do Pará, a vereadora Josy Seixas (PR), apresentou projeto de lei que veda a nomeação para cargos em comissão ou de confiança, assim como de função gratificada na administração pública, de pessoas que tenham sido condenadas pela Lei Federal 11.340/16 – Lei Maria da Penha, no âmbito do município.

Mais um é executado em Rurópolis, os matadores ainda fazem filmagens e jogam nas redes sociais. O crime pode ter ligação com dividas do tráfico de drogas


Mateus do Nascimento Silva foi assassinado a cerca de 3 quilômetros da sede do município, em um local conhecido como “lixão municipal”. 
Ele foi encontrado com cerca de 5 tiros, a maioria na cabeça. A cena foi registrada pelo próprio celular dos executores, tudo no estilo facção PCC. 
Rurópolis, é situado a cerca de 218 quilômetros do município de Santarém, no entroncamento das rodovias Santarém-Cuiabá, e Transamazônica, e vem sendo uma das cidades mais violentas da região. A maioria com requinte de crueldade. 
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Mateus foi encontrado jogado no lixão municipal
De acordo com as informações do Major Joselde, comandante do Quartel da PM em Rurópolis, a Policia Militar após ser comunicada que tinha um corpo, foi até o local e comprovou o fato. 
O comandante explicou que no momento que a PM estava fazendo coletas das informações no local, souberam que um vídeo vinha circulando nas redes sociais, e que um dos executores tinha uma tatuagem no braço, fato que fez com que a polícia chegasse ao elemento de prenome Emerson. A polícia ainda chegou a ir na residência do acusado, que não foi encontrado, e que em seguida o mesmo foi até ao quartel da PM se apresentar. 
Diante das fortes suspeitas, o comando da PM encaminhou Emerson para o delegado Ariosvaldo Vital. 
O Blog do Xarope chegou a se aprofundar nas investigações, e descobriu que Emerson teria aprontado uma “casinha” para Mateus, como se diz na gíria. Os dois eram amigos desde pequeno. No dia do crime, Mateus e Emerson foi visto em um torneio de futebol. 
Outra informação, é de que um carro participou na ação do crime, e que a execução de Mateus teria ligações com dividas de tráfico. 
No Vídeo é possível ver que a vítima antes de ser executada ainda é obrigado a se ajoelhar, em seguida tenta explicar alguma coisa para os assassinos, que em seguida é alvejado com vários tiros na cabeça. 
Rurópolis fica entre três municípios polos, Santarém, Itaituba e Altamira, com saídas por todos os lados, ligações que facilita passagens para vários estados do Brasil. Sendo sem dúvida alvo de passagens de grandes traficantes da região.
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Município de Rurópolis deve está servindo de Rota para o Tráfico de drogas

Caso Marielle: PM Ronnie Lessa é conhecido pela frieza e por ser exímio atirador

Sargento reformado da Polícia Militar, Ronnie Lessa é apontado como um dos suspeitos pela morte de Marielle FrancoNinguém jamais havia investigado Ronnie Lessa. Embora os corredores das delegacias conhecessem a fama do sargento reformado, de 48 anos, associada a crimes de mando pela eficiência no gatilho e pela frieza na ação, Lessa era até a operação desta quarta-feira um ficha limpa. Egresso dos quadros do Exército, foi incorporado à Polícia Militar do Rio em 1992, atuando principalmente no 9º BPM (Rocha Miranda), até virar adido da Polícia Civil, trabalhando na extinta Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), com a mesma função da atual Desarme, na Delegacia de Repressão à Roubo de Cargas (DRFC) e na extinta Divisão de Capturas da Polinter Sul.
Já o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz, de 46 anos, também preso hoje, é acusado de ter dirigido o Cobalt prata usado na emboscada. Ele foi expulso da corporação. Elcio foi detido quando estava saindo de sua casa, na Rua Eulina Ribeiro, no Engenho de Dentro, na Zona Norte do Rio.

PM e ex-PM são presos pelo assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

Ex-PM e adido da Polícia Civil, Ronnie Lessa aparece como suspeito da morte de Marielle e AndersonA Delegacia de Homicídios (DH) da Capital e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) prenderam na manhã desta terça-feira o sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-PM Elcio Vieira de Queiroz por envolvimento no asssassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. Os dois tiveram a prisão preventiva decretada pelo juiz substituto do 4º Tribunal do Júri Gustavo Kalil, após denúncia da promotoria. Segundo a denúncia do MP do Rio, Lessa teria atirado nas vítimas, e Elcio era quem dirigia o Cobalt prata usado na emboscada. O segundo acusado foi expulso da corporação.
Segundo a denúncia das promotoras Simone Sibilio e Leticia Emile, o crime foi "meticulosamente" planejado três meses antes do atentado. Além das prisões, a operação realiza mandados de busca e apreensão nos endereços dos denunciados para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munições e outros objetos. Lessa e Elcio foram denunciados pelo assassinato e a tentativa de homicídio de Fernanda Chaves, assessora da vereadora que sobreviveu ao ataque. A ação foi batizada de Operação Buraco do Lume, em referência ao local no Centro de mesmo nome, na Rua São José, onde Marielle prestava contas à população sobre medidas tomadas em seu mandato. Ali ela desenvolvia também o projeto Lume Feminista. Os denunciados foram presos às 4h desta madrugada.
As promotoras pedem ainda a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Também foi requerida a indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor do motorista Anderson até completar 24 anos de idade. Em certo trecho da denúncia, elas ressaltaram: “É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia. A barbárie praticada na noite de 14 de março de 2018 foi um golpe ao Estado Democrático de Direito".
Junto com os pedidos de prisão e de busca e apreensão, o GAECO/MPRJ pediu a suspensão da remuneração e do porte de arma de fogo de Lessa. Também foi requerida a indenização por danos morais aos familiares das vítimas e a fixação de pensão em favor do filho menor de Anderson até completar 24 anos de idade.
Suspeito acompanhava agenda de Marielle
A principal prova colhida pelos investigadores saiu da quebra do sigilo dos dados digitais do PM. Ao verificar os arquivos acessados por Lessa pelo celular, antes do crime, armazenados na “nuvem” (dados que ficam guardados em servidor externo e podem ser vistos remotamente), eles descobriram que o suspeito monitorava a agenda de eventos que Marielle participava. Para a polícia, é um indício de que a vereadora estava tendo seus passos rastreados. Marielle, segundo a investigação, participou de pelo menos uma das agendas pesquisadas pelo suspeito.
De acordo com uma fonte que investiga o caso, Lessa usava na época do crime um telefone “bucha” (comprado com o CPF de terceiros, para não ser rastreado). Já o aparelho registrado na operadora telefônica em nome do próprio sargento foi usado no dia do duplo assassinato por uma mulher em um bairro da Zona Sul. O objetivo do militar suspeito, segundo o investigador, foi o de confundir a polícia, caso os agentes fossem verificar as antenas de telefonia das estações de rádio-base (ERBS) para checar se o celular pessoal de Lessa estava no local do crime.
E foi exatamente o que os agentes fizeram. Para chegar ao celular “bucha” usado pelo PM no local do crime, os investigadores realmente tiveram que fazer o que eles chamam de triangulação de antenas, ou seja, levantar as ERBS da região do crime e traçar uma localização mais precisa, refinando assim as buscas pelo celular dos criminosos. O resultado deste levantamento dos telefones ligados na região onde a vereadora passou, da saída da Câmara dos Vereadores até o local da emboscada, no Estácio, gerou uma extensa lista. Era como achar uma agulha no palheiro.
Num exercício de paciência, de vários meses, os policiais da área de tecnologia da DH trabalharam na pesquisa, reduzindo os alvos, mas, ainda assim, o número era elevado. Apesar da complexidade, os investigadores, baseados numa imagem de câmaras de segurança da Rua dos Inválidos, no Centro, no dia 14 de março, registraram os horários em que um suposto celular aparece aceso dentro do Cobalt prata dos executores. O carro deles estava estacionado perto da Casa das Pretas, onde Marielle participava como mediadora de um debate.
Com o registro do horário que o possível aparelho estava em uso, a polícia fez uma nova triagem na lista de celulares já existente até descobrir que um destes telefones fez contato com uma pessoa relacionada à Lessa. Daí, a polícia partiu para buscar os dados na nuvem do policial.
A operação desta quarta, além de estar ancorada na interceptação dos dados digitais do suspeito, também se sustenta num trabalho de inteligência e de depoimentos de informantes, inclusive presos no sistema carcerário. Para não perder mais tempo, após quase 12 meses de investigação, polícia e o Ministério Público do Rio concordaram em desmembrar o inquérito em duas partes: uma, transformada em denúncia, identificando os atiradores. E outra, ainda em andamento, para chegar aos mandantes. O que os investigadores têm certeza é de que havia três pessoas dentro do veículo.
O atentado sofrido pelo PM reformado no dia 27 de abril, no mês seguinte aos homicídios da vereadora e do motorista, também chamou a atenção dos investigadores. Ele e um amigo bombeiro foram baleados no Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Um homem de motocicleta teria abordado o carro onde viajavam, mas os dois reagiram e balearam o criminoso, que fugiu.
Na época, a Polícia Civil informou que não descartava nenhuma hipótese para o crime, mas que havia grande possibilidade de ter sido uma tentativa de assalto. Lessa, baleado, foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas teria deixado logo a unidade sem prestar esclarecimentos. Os investigadores apuram as circunstâncias do crime.
Não é a primeira vez que o nome do PM reformado aparece no noticiário. Em 2009, Lessa foi vítima de um atentado, em Bento Ribeiro, quando uma bomba explodiu dentro da Toyota Hillux blindada que dirigia. Ele escapou da morte, mas perdeu uma das pernas, sendo obrigado desde então a usar uma prótese.
Lessa era 'ficha-limpa'
Ninguém jamais havia investigado Ronnie Lessa. Embora os corredores das delegacias conhecessem a fama do sargento reformado, de 48 anos, associada a crimes de mando pela eficiência no gatilho e pela frieza na ação, Lessa era até a operação desta quarta-feira um ficha limpa. Egresso dos quadros do Exército, foi incorporado à Polícia Militar do Rio em 1992, atuando principalmente no 9º BPM (Rocha Miranda), até virar adido da Polícia Civil, trabalhando na extinta Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), com a mesma função da atual Desarme, na Delegacia de Repressão à Roubo de Cargas (DRFC) e na extinta Divisão de Capturas da Polinter Sul.
A experiência como adido foi o motor da carreira mercenária de Lessa. A prática de cessão de PMs para a Polícia Civil começou no início dos anos 2000, quando o Rio ainda enfrentava uma onda de sequestros irrompida na década anterior. A primeira leva, transferida para a Divisão Anti-Sequestro (DAS), forjou outros nomes que posteriormente fariam fama no mundo criminal, como o do sargento da reserva da PM Geraldo Antônio Pereira, o Pereira; e o sargento Marcos Vieira de Souza, o Falcon, ex-presidente da Portela, ambos já foram assassinados em 2016, em situações diversas.
Na próxima quinta-feira, dia 14 de março, faz um ano que Marielle Franco foi assassinada
Dia 14 de março, fez um ano que Marielle Franco foi assassinada Foto: Reprodução