Ocorrência de acidentes com vítimas deixaram de ser casos isolados e passaram a fazer parte da rotina da cidade, colocando em risco não apenas quem está ao volante, mas também pedestres e outros motoristas.
| Créditos: Imagem ilustrativa |
O número crescente de crianças e adolescentes conduzindo carros e motocicletas pelas ruas de Rurópolis, no oeste do Pará, tem acendido um sinal de alerta entre autoridades e órgãos de proteção da infância e juventude no município.
A situação, cada vez mais comum em áreas urbanas e próximas a escolas, motivou a abertura de um acompanhamento oficial para entender a dimensão do problema e cobrar ações mais efetivas do poder público.
A preocupação ganhou força após registros frequentes de menores flagrados dirigindo veículos, muitos deles reincidentes. Relatórios encaminhados pelo órgão municipal de trânsito apontam que a prática deixou de ser um caso isolado e passou a fazer parte da rotina da cidade, colocando em risco não apenas quem está ao volante, mas também pedestres e outros motoristas.
Diante desse cenário, o Ministério Público decidiu acompanhar de perto as políticas de trânsito e a atuação dos órgãos responsáveis em Rurópolis.
A iniciativa busca verificar como está sendo feita a fiscalização, se existem ações educativas e quais medidas estão sendo adotadas para coibir que veículos sejam entregues a menores de idade.
A intenção é entender por que a prática continua acontecendo apesar das proibições e quais falhas precisam ser corrigidas.
Segundo os órgãos de trânsito, muitos dos adolescentes usam motocicletas para ir à escola ou circular pela cidade, muitas vezes com o conhecimento dos próprios responsáveis.
A repetição dos flagrantes revela não apenas imprudência, mas também uma cultura de tolerância ao risco, que pode resultar em acidentes graves ou fatais.
Em alguns casos, veículos já foram retidos após abordagens realizadas no município.
Além da fiscalização, a atuação conjunta entre trânsito, polícia, conselho tutelar e área da educação passa a ser vista como essencial. Autoridades querem saber se há campanhas de orientação para pais e alunos, se as escolas discutem o tema em sala de aula e como as forças de segurança lidam com os casos envolvendo menores ao volante.
Para o Ministério Público, a resposta ao problema precisa ir além da punição, passando pela conscientização e pela responsabilidade dos adultos que permitem ou ignoram a prática.
O objetivo é reduzir os riscos nas ruas e garantir que crianças e adolescentes estejam protegidos, dentro e fora do trânsito.
Fonte : Oestadonet
Blog do Xarope via Oestadonet
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