terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ARNALDO CHULAPA : O ARTILHEIRO QUE MARCOU ÉPOCA E ENTROU PARA A HISTÓRIA DO FUTEBOL SANTARENO

Dos títulos pelo São Raimundo à campanha inesquecível no São Francisco, a trajetória de um atacante decisivo, dono de gols eternos e lembranças que atravessam gerações
Arnaldo Chulapa
Santarém- Conhecido nos gramados como “o açougue do Panterão”, Arnaldo Chulapa construiu uma trajetória marcada por gols decisivos, títulos e histórias que atravessam gerações do futebol paraense e santareno. 
Casado, pai de dois filhos formado em Ciências Contábeis, ele foi daqueles jogadores raros, dono de um chute potente, capaz de desafiar a gravidade e mudar o rumo de partidas inteiras.
A bola entrou cedo em sua vida. 
O primeiro passo foi no futsal, defendendo a Grande Família, equipe formada apenas por parentes, onde conquistou o título santareno da modalidade. 
O talento não demorou a ultrapassar as quadras. 
Arnaldo e Zuza
Aos 16 anos, Arnaldo já integrava o time principal do São Raimundo, iniciando uma relação que marcaria sua carreira e sua história pessoal.
Em busca de novos horizontes, mudou-se para Belém para tentar o vestibular e dar continuidade aos estudos. 
Na capital, passou a morar com o tio Zuza, atleta em fim de carreira que atuava no Sporte Belém. 
Foto : Redes Sociais / Paysandu
Treinando ao lado dele, Arnaldo chamou a atenção de dirigentes do Paysandu, onde permaneceu entre 1983 e 1988.
Foi no Papão que viveu um de seus períodos mais produtivos: campeão paraense de juniores em 1985 e artilheiro da competição, com expressivos 26 gols. 
Mesmo com o assédio de outros clubes, entre eles o Vasco da Gama, Arnaldo acabou permanecendo em Belém. 
Indicado por treinadores e ex-jogadores vascaínos como Zanata e Alcir Portela, viu a negociação não avançar devido à postura da diretoria bicolor à época, que estipulava valores elevados para seu passe com o objetivo de sanar dívidas do clube.
Desmotivado com os rumos da carreira, Arnaldo decidiu retornar a Santarém. 
No reencontro com o São Raimundo, viveu uma fase vitoriosa: foi campeão em 1989, 1990, 1991 e 1993. 
Este último título, aliás, se transformou em sua maior lembrança como jogador. 
Aos 45 minutos do segundo tempo, aproveitou a falha do zagueiro Funil e marcou o gol do título um lance eternizado na memória dos torcedores, tanto do São Raimundo quanto do rival São Francisco.
Apesar da longa e vitoriosa passagem pelo Panterão, Arnaldo guarda um carinho especial pelo São Francisco. 
Pelo clube, foi campeão santareno em 1997 e artilheiro da competição, com nove gols. 
Também integrou a campanha histórica do São Francisco na Série C do Campeonato Brasileiro, sendo o principal goleador da equipe, com seis gols.
Manaus
Sua passagem pelo Rio Negro foi breve, mas curiosa. 
Em poucos jogos, balançou as redes três vezes, incluindo um gol olímpico no Estádio Vivaldão. 
Imagem criada com ajuda da Inteligência
Artificial .
Mais do que os gols, ficaram as amizades com companheiros como Zé Eduardo, Edigler, o goleiro Carlinhos, Odair, Willian, Bodinho e Tangará, entre outros.
Ao recordar a carreira, Arnaldo também faz questão de citar os muitos jogadores com quem dividiu vestiários e batalhas em campo Bendelack, Filiba, Assunção, Issac, Haroldinho, Cabecinha, Toco, Sanalto, Luís Otávio, Dias Renato, Walter Lima, Valdo Cabaça, Beato e tantos outros que ajudaram a escrever capítulos importantes de sua história.
Entre gols, títulos e decisões que mudaram destinos, Arnaldo Chulapa permanece como um nome inesquecível do futebol regional daqueles que não ficam apenas nas estatísticas, mas vivem para sempre na memória do torcedor.
Fonte : Portal 92 amz
Blog do Xarope via Portal 92 amz

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