quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

LAÍS SOUZA CONHECE PRIMEIRO PACIENTE QUE VOLTOU A ANDAR APÓS TRATAMENTO EXPERIMENTAL BRASILEIRO

Ex-ginasta, que também vive com tetraplegia, encontrou Bruno Drummond, pioneiro no uso da polilaminina, substância criada por pesquisadora da UFRJ.
Laís Souza conhece primeiro paciente que voltou a andar após tratamento experimental brasileiro Crédito: Reprodução/Instagram/@lalikasouza
Um encontro marcado por emoção e esperança reuniu duas histórias atravessadas pela tetraplegia e pela busca por recuperação. 
A ex-ginasta Lais Souza conheceu pessoalmente Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente tetraplégico a recuperar a capacidade de andar após receber um tratamento experimental com polilaminina, substância desenvolvida no Brasil.
O momento foi compartilhado nas redes sociais da ex-atleta. 
Em um dos trechos do vídeo, Bruno aparece empurrando a cadeira de rodas de Laís, cena que simboliza o avanço que ele próprio alcançou após anos de reabilitação. 
Na publicação, ela destacou a relevância científica do caso e o impacto para pacientes com lesão medular.
Bruno sofreu um grave acidente de carro em abril de 2018, que provocou fraturas na coluna vertebral nas regiões de C6 e T8. 
A lesão em C6 foi considerada completa, diagnóstico que caracteriza a tetraplegia. 
Menos de 24 horas após o trauma, ele passou por cirurgia e recebeu a aplicação da polilaminina, tornando-se o primeiro ser humano no mundo a utilizar a substância em uma lesão medular aguda.
De acordo com o relato divulgado por Laís, os primeiros sinais de recuperação surgiram três semanas depois, com um movimento voluntário no dedão do pé, indício inicial de reconexão funcional. 
A partir desse marco, Bruno enfrentou dois anos de reabilitação intensiva e diária. 
Hoje, segundo ele próprio define, vive seu ápice de recuperação funcional: é totalmente independente, mantendo apenas sequelas residuais.
A polilaminina é uma proteína extraída da placenta e desenvolvida pela bióloga Tatiana Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 
O tratamento ainda é experimental e está na fase 1 de testes junto à Agencia Nacional de Vigilancia Sanitaria (Anvisa). 
Apesar disso, já foi aplicado em outros pacientes, que apresentaram recuperação de movimentos.
Para Laís, que ficou tetraplégica em 2014 após um acidente enquanto esquiava nos Estados Unidos e desde então se submete a cirurgias, terapias e fisioterapia, o avanço representa um marco para a ciência nacional. 
Ela afirmou que os resultados posicionam o Brasil no centro das discussões internacionais sobre regeneração medular.
Além da celebração, a ex-ginasta fez dois alertas importantes. 
O primeiro é que Tatiana Sampaio não possui perfis em redes sociais. O segundo diz respeito a possíveis golpes: segundo Laís, a polilaminina não está à venda, e interessados devem buscar informações apenas pelos canais oficiais, como o SAC do laboratório Cristália e a equipe responsável pela pesquisa .
Fonte : Roma News
Blog do Xarope via Roma News

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Participe do Blog do Xarope e deixe seus comentários, críticas e sugestões.