A identidade da mulher não está no aplauso social, nem na comparação, mas no fato de ser portadora da imagem de Deus .
| Consolo simbólico ou fuga da realidade? Para Marisa Lobo, só o amor real transforma e a dor precisa ser enfrentada com verdade, apoio e fé - Foto: Arquivos Next Editorial |
Por Marisa Lobo
Em um mundo onde milhões de mulheres ainda enfrentam violência, silenciamento e desvalorização, a fé cristã oferece um fundamento sólido de dignidade, restauração e propósito.
Em Gênesis 1:27, lemos que Deus criou homem e mulher à Sua imagem. Isso significa que a dignidade feminina não é uma conquista cultural, mas uma verdade espiritual.
A identidade da mulher não está no aplauso social, nem na comparação, mas no fato de ser portadora da imagem de Deus.
Ao longo das Escrituras, vemos mulheres resilientes que enfrentaram dor, preconceito e perdas, mas permaneceram firmes.
Ana transformou sua angústia em oração (1 Samuel 1).
Ester assumiu um papel de coragem em meio ao risco (Ester 4:14). Maria, mãe de Jesus, acolheu um chamado que exigia fé e entrega.
A resiliência bíblica não é dureza emocional; é confiança profunda em Deus mesmo quando as circunstâncias são adversas.
O próprio Jesus revolucionou a forma de olhar para as mulheres.
Em uma sociedade que frequentemente as marginalizava, Ele as tratou com honra e compaixão.
Conversou publicamente com a mulher samaritana (João 4), restaurou a dignidade da mulher surpreendida em adultério (João 8), permitiu que mulheres fossem suas discípulas e testemunhas da ressurreição.
Cristo nunca relativizou a dor feminina nem ignorou sua voz.
Ele viu, acolheu e restaurou.
Do ponto de vista emocional e psicológico, sabemos que a violência deixa marcas profundas: medo, culpa, vergonha e sensação de desvalor.
Porém, o Evangelho comunica uma verdade libertadora: a vítima não é definida pelo abuso que sofreu, mas pelo amor que Deus declara sobre ela.
A Igreja, como corpo de Cristo, é chamada a ser espaço seguro, de escuta, proteção e restauração — nunca de julgamento ou silêncio cúmplice.
Ser pró-mulher não significa adotar ideologias, mas afirmar princípios bíblicos: dignidade, respeito, justiça e amor.
Uma sociedade verdadeiramente cristã não tolera a violência doméstica, o abuso ou a exploração.
Antes, posiciona-se em defesa das vulneráveis, lembrando que “faça-se justiça, ame-se a misericórdia” (Miquéias 6:8).
A mulher cristã é resiliente não porque ignora a dor, mas porque encontra em Deus sua fonte de força.
Ela é mãe, profissional, líder, intercessora, conselheira, serva — e, acima de tudo, filha amada do Pai.
Sua importância na história cristã é inegável: foram mulheres as primeiras a anunciar que o túmulo estava vazio.
A ressurreição foi confiada, em primeiro lugar, à voz feminina.
Marisa Lobo é psicóloga, especialista em Direitos Humanos, presidente do movimento Pró-Mulher e autora dos livros “Por que as pessoas Mentem?”, “A Ideologia de Gênero na Educação” e “Famílias em Perigo”.
Fonte : Comunhão
Blog do Xarope via Comunhão .
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