segunda-feira, 20 de julho de 2026

Avião que caiu com casal que morava no Pará partiu de aeródromo irregular

Acidente que matou casal de empresários que moravam no Pará expõe uso de aeródromo sem autorização e alvo de disputa judicial, segundo a Anac.
Segundo a Anac, o avião que caiu com casal que morava no Pará partiu de um aeródromo irregular. | Divulgação/CBM-TO
queda de um avião de pequeno porte que deixou dois mortos em Palmas trouxe à tona a situação irregular do aeródromo de onde a aeronave partiu. 
O Condomínio Sítio Flyer está impedido de realizar operações aéreas por determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que aponta falhas administrativas e ausência de requisitos necessários para garantir a segurança da atividade.
O acidente ocorreu na manhã de sábado (18/07), poucos instantes após a decolagem. 
O piloto, Hamilton Lopes da Conceição, sobreviveu e permanece internado no Hospital Geral de Palmas. 
O estado de saúde dele não foi divulgado.
Aeródromo irregular
Documentação da Anac mostra que a situação do aeródromo permanece pendente desde 2020, quando foi iniciado um processo de atualização cadastral que nunca chegou ao fim. 
Entre as exigências não cumpridas estão a comprovação da propriedade da área e a apresentação dos documentos que identificam oficialmente quem responde pela administração e pela operação da pista.
Sem essas informações, a agência afirma não ser possível identificar o responsável técnico pelo aeródromo. 
Diante desse cenário, foi determinada a interdição preventiva das operações por tempo integral, medida adotada em razão do risco potencial à segurança da aviação.
A própria Anac informou que o Sítio Flyer não integra a relação de aeródromos autorizados a funcionar em Palmas. 
Segundo o órgão, apenas duas pistas privadas da capital possuem situação regular para realizar pousos e decolagens.
Outro ponto que chama atenção é a disputa judicial envolvendo a área onde o aeródromo está instalado. 
O proprietário que reivindica a posse do imóvel registrou boletim de ocorrência após o acidente, sustentando que nunca autorizou a utilização da pista.
De acordo com um representante do proprietário, voos continuavam sendo realizados mesmo após a suspensão do registro do aeródromo pela Anac. 
Ele afirma que pessoas que ocupam o local impediram a retomada da posse e mantiveram as operações de forma irregular.
Queda de avião sob investigação
As circunstâncias da queda continuam sob investigação. 
Até a última atualização do caso, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) não havia divulgado informações sobre os trabalhos periciais. 
A Polícia Federal também não se manifestou sobre a situação do aeródromo.
As vítimas eram proprietárias do Hospital São Lucas, em Redenção (PA), destino da viagem interrompida pelo acidente. 
Éderson chegou a receber atendimento das equipes de resgate, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o socorro e não resistiu.

Embora o local de decolagem estivesse interditado, a documentação da aeronave estava regular. O Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) permanecia válido até 2027. 
Após o impacto, a área foi isolada para os trabalhos da perícia, enquanto imagens registradas por moradores mostraram os destroços espalhados em meio à vegetação.
Fonte : Dol .
Blog do Xarope via Dol .

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