Investigação apura suspeitas de pagamentos indevidos, repasse de informações sigilosas e possíveis vantagens custeadas por liderança criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital.
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| A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes estados, além de medidas para bloquear bens e ativos financeiros. |
Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Pernambuco aponta que Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão” e apontado pelos investigadores como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), teria mantido uma relação financeira com a delegada da Polícia Civil do Pará Maria Virgínia Grimwood Pinto.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, a policial é suspeita de ter recebido uma transferência via Pix de R$ 50 mil e de ter sido beneficiada com viagens custeadas pelo investigado, incluindo deslocamentos para destinos turísticos de Pernambuco.
A apuração também busca esclarecer se houve repasse de informações sigilosas e favorecimento a integrantes da organização criminosa.
OPERAÇÃO INVESTIGA POSSÍVEL ESQUEMA DE CORRUPÇÃO
A delegada foi presa em Brasília no dia 15 de outubro de 2026, durante a Operação Sinalagma, que investiga suspeitas de corrupção, violação de sigilo funcional, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
De acordo com os investigadores, conversas e outros elementos reunidos durante a apuração indicariam que a policial teria consultado sistemas de segurança para verificar possíveis procedimentos contra o suspeito e compartilhado informações relacionadas a investigações.
As autoridades também investigam como começou a relação entre os dois e se houve pagamento de vantagens indevidas em episódios registrados no Pará.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
A operação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes estados, além de medidas para bloquear bens e ativos financeiros.
Segundo as informações divulgadas, a investigação identificou movimentações financeiras expressivas e possíveis conexões entre integrantes do grupo criminoso e agentes públicos.
O material apreendido deverá contribuir para esclarecer a origem dos recursos, a finalidade dos pagamentos e a eventual participação de outras pessoas.
As suspeitas ainda dependem da análise das provas e do devido processo legal.
A apuração deverá individualizar as condutas atribuídas aos investigados, respeitando o direito à defesa e a presunção de inocência.
Fonte : Wesley Costa Tv .
Blog do Xarope via Wesley Costa Tv

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