Fogo atingiu áreas de vegetação em Belterra, Juruti e ao longo da BR-163; bombeiros alertam para os riscos das queimadas durante a estiagem.
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| Incêndios avançam no oeste do Pará, ameaçam casas e mobilizam equipes em vários municípios |
Incêndios florestais avançaram em diferentes pontos do oeste do Pará e mobilizaram equipes de combate ao fogo e moradores nos últimos dias.
As chamas atingiram áreas de vegetação, avançaram sobre propriedades rurais e chegaram perto de residências em municípios como Belterra e Juruti.
Na região entre Uruará e Placas, equipes de bombeiros atuam no combate aos incêndios há pelo menos três dias.
A Alcoa informou que mobilizou sua estrutura de resposta a emergências para combater as chamas, com atuação direta das equipes, resfriamento de áreas sensíveis e monitoramento aéreo com drones.
Por precaução, o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) foi evacuado, e os animais foram transferidos para o Centro de Educação Ambiental (CEA).
As atividades ferroviárias e de comunicação, que chegaram a ser interrompidas temporariamente por segurança, foram restabelecidas, conforme a empresa.
As equipes continuam monitorando os focos remanescentes.
Fogo avança às margens da BR-163
Na região da BR-163, uma queima de pastagem teria saído do controle e atingido áreas de vegetação e propriedades rurais. Segundo moradores, o fogo começou nas proximidades do km 140 e avançou durante a noite até o km 145, perto da comunidade São Mateus.
Em Belterra, um incêndio atingiu uma extensa área de vegetação na comunidade São Jorge.
As chamas se espalharam por diferentes pontos e chegaram perto de casas.
Moradores se organizaram em uma força-tarefa para tentar conter o avanço do fogo e proteger as residências.
A suspeita relatada pelos moradores é de que o incêndio tenha começado após uma queima de lixo durante a limpeza de uma área de pastagem.
A origem do fogo, no entanto, precisa ser confirmada.
Bombeiros combatem incêndios entre Uruará e Placas
Equipes do Corpo de Bombeiros de diferentes municípios também atuam no combate aos incêndios na região entre Uruará e Placas.
O trabalho foi iniciado após um chamado da Defesa Civil de Uruará e já durava três dias, conforme relato de um representante da corporação.
Segundo o bombeiro, equipes de quartéis de Altamira, Itaituba e Santarém participam das ações.
Os trabalhos contam ainda com apoio de proprietários de áreas rurais, que podem disponibilizar máquinas e equipes para ajudar a conter as chamas.
A extensão territorial da região é um dos desafios para o combate aos incêndios, que podem atingir diferentes áreas ao mesmo tempo e exigir o deslocamento das equipes.
Incêndio no Chapadão
No Chapadão, em meio ao avanço das chamas, bombeiros enfrentaram dificuldades para controlar o fogo e impedir que ele atingisse outras áreas.
Registros feitos durante o combate mostram a fumaça intensa, a baixa visibilidade e a necessidade de criar barreiras para conter o avanço das chamas.
Em um dos momentos, os combatentes utilizaram uma estratégia de queima controlada para criar uma barreira artificial e evitar que o incêndio avançasse para uma área que precisava ser protegida.
A equipe também buscou preservar um barraco ameaçado pelo fogo.
A fumaça dificultava o trabalho e reduzia a visibilidade dos próprios integrantes da equipe.
Durante o combate, um bombeiro alertou para o risco de alguém passar mal sem ser percebido pelos colegas, devido à dificuldade de enxergar e respirar em meio à fumaça.
O sargento Júlio César Galúcio, do Corpo de Bombeiros de Santarém, mostrou por meio da rede social a extensão da área atingida e os efeitos do incêndio sobre a floresta.
Segundo ele, o fogo deixa uma extensa faixa de vegetação destruída e pode continuar produzindo fumaça por vários dias, mesmo depois que as chamas são controladas.
O bombeiro também alertou que incêndios iniciados em pequenas queimadas, como as feitas para queimar lixo ou limpar terrenos, podem se espalhar com a ação do vento e atingir áreas maiores de vegetação.
Satélites detectam focos de calor no oeste do Pará .
Dados do sistema FIRMS, da agência espacial americana Nasa, também apontam registros de focos de calor em diferentes municípios do oeste e sudoeste do Pará.
Entre as áreas com registros estão municípios cortados pelas rodovias BR-163 e BR-230, como Rurópolis, Placas, Uruará, Itaituba e Novo Progresso.
Também há focos identificados nas proximidades da Floresta Nacional do Tapajós, entre Belterra e Aveiro, e em áreas de Jacareacanga.
Na região da Calha Norte, ao norte do rio Amazonas, o monitoramento aponta registros em Oriximiná, Óbidos, Alenquer e Monte Alegre.
Os focos de calor detectados por satélites são indicadores de possíveis incêndios e precisam ser analisados em conjunto com outras informações para confirmar a situação de cada área.
Bombeiros reforçam importância da prevenção
O sargento Galúcio destacou que a prevenção é uma das principais formas de reduzir os incêndios florestais.
Segundo ele, o fogo usado para queimar lixo ou limpar áreas pode sair do controle, principalmente quando encontra folhas secas, capim e outras condições favoráveis à propagação.
O bombeiro também relembrou o período de intensa fumaça registrado na região de Santarém em 2024 e alertou para os impactos ambientais e para a população.
Mesmo quando as chamas são controladas, troncos e outros materiais em combustão podem continuar produzindo fumaça durante dias. Por isso, o combate exige monitoramento contínuo e atenção aos focos que podem reacender.
Com incêndios registrados simultaneamente em diferentes municípios, as equipes seguem mobilizadas para conter as chamas e reduzir os danos à vegetação e às áreas habitadas.
Fonte : g1 Santarém e Região — PA .
Blog do Xarope via g1 Santarém e Região — PA .

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