BR-230: RICHARD RASMUSSEN REVELA CONDIÇÕES CRÍTICAS DURANTE PERCURSO NA RODOVIA TRANSAMAZÔNICA
“Uma das minhas missões com essa viagem é dar visibilidade para os problemas dessa estrada"
O biólogo Richard Rasmussen iniciou uma expedição de aproximadamente 1.500 quilômetros pela BR-230, conhecida como Rodovia Transamazônica, junto com outros influenciadores.
O percurso, que liga Manaus a outras regiões do país, foi realizado a bordo de um UTV, veículo utilitário indicado para terrenos extremos.
Durante a viagem, transmissões ao vivo são feitas diariamente no canal do biólogo, mostrando as condições da estrada em tempo real.
Estrutura precária e obstáculos constantes
Ao longo do trajeto, Rasmussen enfrenta trechos com lama intensa, atoleiros e segmentos praticamente intransitáveis.
Em vários pontos, não há pavimentação, e a manutenção é considerada insuficiente, sobretudo no período de chuvas, quando o solo se torna ainda mais instável.
“Uma das minhas missões com essa viagem é dar visibilidade para os problemas dessa estrada.
É muito importante a gente discutir as soluções pra isso. Mostrar, sem filtros, a condição da BR, que há décadas enfrenta problemas estruturais, especialmente no período de chuvas, quando a lama transforma a rodovia em um verdadeiro teste de resistência”.
Inaugurada na década de 1970 com a proposta de integrar regiões isoladas e impulsionar o desenvolvimento, a Transamazônica tornou-se símbolo de desafios logísticos.
A estrada é utilizada por moradores para transporte de mercadorias, deslocamentos entre cidades e acesso a serviços essenciais.
O veículo da expedição
A travessia é realizada num UTV Turbo, sigla para Utility Task Vehicle.
O modelo possui volante, bancos lado a lado, cintos de segurança e estrutura reforçada com gaiola de proteção.
A versão Turbo oferece potência adicional, adequada para terrenos alagados e estradas de terra pesada, características comuns em vários trechos da BR-230.
Segundo o biólogo, um dos objetivos da expedição é dar visibilidade às condições da rodovia e estimular o debate sobre soluções para os problemas estruturais.
Apreensão de veículo pela PRF
Na etapa final do percurso até Manaus, um dos veículos utilizados na expedição foi apreendido pela Polícia Rodoviária Federal.
A abordagem ocorreu antes do embarque na última balsa da rodovia.
De acordo com a PRF, o recolhimento aconteceu porque o veículo estava sem placa de identificação em via pública, o que configura infração às normas de trânsito.
Em transmissão ao vivo, Richard Rasmussen afirmou que a atuação dos agentes ocorreu dentro da legislação.
O biólogo declarou, no entanto, que observou outras infrações ao longo do percurso sem abordagem das autoridades.
Segundo ele, o automóvel apreendido é um UTV utilizado na expedição e não lhe pertence.
Também informou que o veículo não permanecerá retido.
“É um tipo de coisa que a gente vê como trabalho parcial.
Eu sei que vocês estão cumprindo o que tem que fazer, mas se você vem do Castanho e sabe que é uma rodovia não tem uma pessoa com capacete”, disse o biólogo ao vivo, por meio das redes sociais.
Declarações sobre infraestrutura e Amazônia
Durante entrevista concedida ao Careiro Records, Rasmussen afirmou que a iniciativa busca evidenciar a realidade da região. Segundo ele, a proposta da expedição é mostrar a falta de infraestrutura e o que classificou como isolamento histórico da Amazónia.
O biólogo declarou ainda que a discussão ambiental deve considerar a população local e que políticas públicas precisam contemplar sustentabilidade e condições de vida para os habitantes da região .
Fonte : Portal Tucumã Blog do Xarope via Portal Tucumã
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