quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Motorista pode ir a júri popular após acidente que matou jovem na Djalma Batista

Na madrugada do acidente, Lucas seguia para casa depois do trabalho quando o carro que dirigia foi atingido.
O caso ocorreu em 19 de julho de 2026, na Avenida Djalma Batista, no bairro Flores, zona Centro-Sul da capital.
A possibilidade do motorista Moacir José Mendes de Albuquerque ser levado a júri popular passou a ser analisada pela Justiça do Amazonas durante a investigação do acidente que matou Lucas Eduardo Cunha Trindade, de 29 anos, em Manaus. 
O caso ocorreu em 19 de julho de 2026, na Avenida Djalma Batista, no bairro Flores, zona Centro-Sul da capital.
O inquérito foi encaminhado para uma das Varas do Tribunal do Júri de Manaus por determinação do juiz Ian Andrezzo Dutra. 
A medida ocorreu após o Ministério Público do Amazonas (MPAM) apontar elementos que podem indicar a ocorrência de homicídio com dolo eventual.
A decisão judicial não determina que Moacir será necessariamente julgado pelo Tribunal do Júri. 
A Vara responsável deverá avaliar o conteúdo da investigação e definir quais serão os próximos procedimentos.
Entre os elementos apresentados pelo Ministério Público estão a suspeita de que o motorista havia consumido bebida alcoólica antes de dirigir, a possível embriaguez, a velocidade desenvolvida pelo veículo e o fato de ele ter deixado o local depois da colisão sem prestar socorro.
O acidente aconteceu durante a madrugada. Conforme a investigação, o veículo conduzido por Moacir perdeu o controle e atingiu o carro onde estava Lucas. 
Com a força da colisão, o automóvel da vítima foi lançado contra uma pilastra de uma passarela.
Lucas não resistiu aos ferimentos e morreu no próprio local. 
O acidente foi registrado por uma câmera de segurança, que captou a colisão.
Entenda a decisão da Justiça
Ao analisar o pedido apresentado pelo Ministério Público, o juiz considerou que os elementos reunidos até o momento não permitem afastar a possibilidade de dolo eventual. 
Nesse tipo de situação, é investigado se o condutor assumiu o risco de provocar o resultado fatal.
O magistrado também ressaltou que não cabe, nesta fase da investigação, definir se a conduta deve ser classificada como dolo eventual ou culpa consciente. 
A análise deverá ser feita pela unidade judicial competente para crimes dolosos contra a vida.
Com esse entendimento, o juiz acolheu a manifestação do MPAM e determinou que o inquérito fosse redistribuído para uma das Varas do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus.
A transferência do procedimento permite que a Justiça especializada examine os fatos e determine o prosseguimento da investigação. Eventuais decisões posteriores poderão definir se haverá ou não acusação formal e, posteriormente, julgamento pelo júri.
Investigação
Após a morte de Lucas, o caso foi inicialmente registrado na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). 
O óbito foi comunicado por volta das 6h30 do dia 19 de julho.
Posteriormente, o procedimento foi encaminhado para a Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (Deat), que passou a apurar as circunstâncias da colisão, a dinâmica do acidente e a conduta do motorista envolvido.
Fonte : Portal Tucumã .
Blog do Xarope via Portal Tucumã . 

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