Estação de monitoramento registrou alta concentração de poluentes nesta terça (27).
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| Fumaça encobre Santarém e qualidade do ar atinge nível crítico nesta terça (27) — Foto: Reprodução: TVTapajós |
Moradores relatam ardência nos olhos e dificuldade para respirar.
O município de Santarém, no oeste do Pará, amanheceu encoberto por uma densa camada de fumaça nesta terça-feira (27).
A névoa poluente reduziu drasticamente a visibilidade em vários pontos da cidade.
O cenário é provocado pelas queimadas que atingem a região e pela estiagem severa, que facilita a propagação do fogo e dificulta a dispersão da poluição.
A concentração de poluentes atingiu níveis preocupantes no início da manhã.
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| Cidade amanheceu totalmente encoberta pela densa fumaça. — Foto: Reprodução: TVTapajós. |
Uma estação de monitoramento do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que utiliza dados da plataforma PurpleAir, registrou uma concentração de 205,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado fino (PM2,5) às 5h34.
A exposição a esse nível de poluição pode causar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, agravar casos de asma, bronquite e aumentar os riscos de problemas cardiovasculares, principalmente em crianças, idosos e gestantes.
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| O cenário é reflexo das queimadas na região e da forte estiagem — Foto: Reprodução: Tv Tapajós |
Moradores de diversos bairros relatam impactos na saúde.
No Residencial Salvação, a população relatou o drama de viver cercada pela névoa cinzenta.
Uma moradora contou ao g1 que sentiu forte ardência nos olhos ao inalar o ar poluído e destacou a dificuldade de seguir as recomendações de manter a casa fechada devido ao calor intenso na região.
A fumaça que encobre a área urbana é transportada pelos ventos de queimadas que se espalham pelo oeste paraense.
Dados de satélite da Nasa e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram focos de calor ativos em municípios vizinhos, como Belterra, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Alenquer, Rurópolis, Placas e Juruti.
Em Santarém, há registros de fogo em áreas próximas à rodovia Curuá-Una.
A seca histórica que atinge a região agrava ainda mais o problema. Com o nível do rio Tapajós muito baixo e a falta de chuvas, a vegetação fica extremamente seca e suscetível ao fogo.
Além dos problemas de saúde, a fumaça prejudica a segurança no trânsito e na navegação fluvial devido à baixa visibilidade. Motoristas que trafegam por rodovias importantes, como a Fernando Guilhon, precisam redobrar a atenção.
A recomendação de especialistas para os dias de fumaça intensa é evitar atividades físicas ao ar livre, manter portas e janelas fechadas e beber bastante água.
Pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas devem procurar atendimento médico imediatamente caso apresentem sintomas como falta de ar, tontura ou dor no peito.
Fonte : g1 Santarém e Região — PA .
Blog do Xarope via g1 Santarém e Região — PA .



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