Fogo consumiu 58 hectares de áreas de savana; há sete anos, o dano ambiental das queimadas suprimiu 1.600 hectares de vegetação e, contraditoriamente, brigadistas foram presos injustamente; houve protesto na orla de Santarém, onde a qualidade do ar é ruim .
O incêndio florestal que atingiu a Área de Proteção Ambiental (APA) de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará, está totalmente controlado.
Apesar do avanço, o trabalho ainda não terminou.
Elder destacou que será necessário manter a vigilância nos próximos dias para evitar que novos focos provoquem a retomada das chamas.
O anúncio foi feito no final da tarde deste domingo (1º) pelo brigadista Elder Stefano, em um vídeo publicado nas redes sociais da Brigada de Incêndio Florestal de Alter do Chão.
Segundo ele, as equipes conseguiram cercar todas as frentes que ainda estavam atias.
“Hoje as equipes estiveram trabalhando e conseguiram cercar todas as frentes que ainda estavam ativas”, informou Elder.
O brigadista também agradeceu a participação dos profissionais, voluntários, moradores e órgãos públicos que atuaram na operação. Para ele, o resultado foi possível graças à integração de diferentes grupos em defesa do território.
“Foi uma rede integrada, uma rede que se juntou em prol da proteção do território. [...] Mais uma vez nós conseguimos proteger o nosso território”, afirmou.
A fase atual é de eliminação dos focos remanescentes.
O brigadista João Romano explicou que existe uma diferença entre controlar um incêndio e extingui-lo completamente.
O controle significa impedir que o fogo continue avançando.
Já a extinção exige um trabalho minucioso de identificação e apagamento de pontos de combustão que podem permanecer em troncos, folhas e outros materiais vegetais.
Por isso, mesmo com as frentes de fogo cercadas, ainda pode haver fumaça e risco de reignição.
As equipes precisam percorrer a área atingida e verificar possíveis focos que não são necessariamente identificados por imagens de satélite.
De acordo com o levantamento técnico elaborado pela equipe de geoprocessamento da Brigada de Alter do Chão, a área queimada chegou a 58,01 hectares até 31 de outubro.
O mapeamento foi produzido a partir de informações de campo da brigada e de dados do 4º Grupamento de Bombeiros Militar (4º GBM).
A operação reuniu brigadistas voluntários, militares do Corpo de Bombeiros, equipes do Ibama e do Prevfogo, além de reforços federais e moradores da região.
Durante a madrugada, oito brigadistas de Alter do Chão e cinco militares dos bombeiros atuaram no combate às chamas, aproveitando condições mais favoráveis para conter o avanço do fogo. Pela manhã, aeronaves do governo federal e equipes de reforço deram continuidade à operação.
O resultado também destacou à tona a importância da estrutura de prevenção e combate a incêndios florestais na região.
Em 2019, um grande incêndio atingiu Alter do Chão e queimou aproximadamente 1.600 hectares.
Na ocasião, quatro brigadistas chegaram a ser presos sob suspeita de envolvimento no início do fogo, mas foram soltos posteriormente por falta de provas.
João Romano destacou que a diferença entre os dois episódios reforça a importância do Manejo Integrado do Fogo, da estruturação das brigadas, da presença de equipes de bombeiros e da articulação entre poder público e comunidades.
As condições de cada incêndio também influenciam a dimensão dos danos, mas a preparação e a resposta organizada foram fundamentais para conter o avanço das chamas em 2026.
O incêndio ocorrido no final de semana em Alter do Chão ocorre em um cenário de forte pressão sobre o Pará.
O estado encerrou outubro com mais de 12 mil focos de queimadas, segundo os dados mencionados pelas equipes que acompanham a situação.
Enquanto o trabalho de vigilância continua na APA, moradores e movimentos sociais também têm realizado manifestações contra as queimadas e em defesa dos territórios e dos povos tradicionais.
Protestos
Ainda no domingo, uma caminhada foi realizada chamando a atenção da sociedade para o problema das queimadas que afeta a saúde da população e o meio ambiente.
Durante o ato, os manifestantes pediram a investigação dos incêndios e punição para possíveis responsáveis pelas queimadas.
A vigilância nos próximos dias será decisiva para impedir que o incêndio volte a avançar sobre a vegetação da APA de Alter do Chão.
Qualidade do ar
A qualidade do ar em Santarém apresentou níveis considerados prejudiciais à saúde nesta segunda-feira (2).
Às 7h18, o Índice de Qualidade do Ar (AQI), com base na concentração de partículas finas PM2,5, chegou a 163, segundo o sensor instalado pelo IPAM no município.
De acordo com a classificação da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), índices entre 151 e 200 são considerados prejudiciais à saúde.
Nessa faixa, algumas pessoas da população em geral podem apresentar efeitos após 24 horas de exposição, enquanto integrantes de grupos sensíveis estão sujeitos a consequências mais graves.
O monitoramento também apontou índice de 165 no momento da consulta.
Nas últimas seis horas, a média registrada foi de 135.
Já na avaliação das últimas 24 horas, o indicador ficou em 138.
Na última semana, a média foi de 92.
As partículas PM2,5 são poluentes muito pequenos, capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório.
Pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares, crianças e idosos estão entre os grupos que merecem atenção especial em períodos de piora da qualidade do ar.
Fonte : Oestadonet .
Blog do Xarope via Oestadonet .

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