quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

CASO BRUNA MEIRELES : PERÍCIA APONTA HISTÓRICO DE AMEAÇAS DE PM ANTES DA MORTE ANTES DA MORTE

Laudo da Polícia Científica analisa mensagens trocadas entre vítima e policial militar réu por homicídio
A investigação sobre a morte da estudante de nutrição Bruna Meireles Corrêa, de 32 anos, ocorrida em março de 2025, em Belém, avançou com a conclusão do laudo pericial do celular do policial militar Wladson Luan Monteiro Borges, réu no processo. 
A análise técnica, realizada pela Polícia Científica do Pará (PCIPA), indica que havia conflitos recorrentes, discussões e mensagens com conteúdo ameaçador antes do dia do crime.
De acordo com a perícia, o conteúdo extraído do aparelho mostra trocas de mensagens marcadas por cobranças, xingamentos e frases interpretadas como intimidação, enviadas pelo policial à estudante. Entre os registros identificados estão mensagens enviadas por aplicativos e por SMS após tentativas de contato sem resposta. 
O material também aponta que os conflitos não se limitaram aos dias que antecederam o fato, mas se repetiram ao longo de meses.
As conversas analisadas revelam episódios de discussão, pedidos de desculpas e tentativas de encerramento do relacionamento por parte da vítima. 
Segundo o laudo, Bruna demonstrava insatisfação com a situação pessoal do policial, que era casado, o que teria contribuído para os desentendimentos frequentes.
Dinâmica do caso
No dia do ocorrido, Bruna foi atingida por um disparo enquanto estava dentro de um veículo junto com o policial. 
O carro apresentava danos compatíveis com tiros e vidro quebrado. Após o episódio, a vítima foi levada ao Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março, onde morreu.
Inicialmente, o policial informou que o caso teria sido resultado de uma tentativa de assalto. 
Em seguida, comunicou familiares, colegas e advogados dizendo que se tratava de uma fatalidade. 
Em audiência realizada em dezembro de 2025, ele admitiu ter efetuado o disparo, sustentando a versão de que o tiro teria ocorrido de forma acidental.
Responsabilização criminal
Com a divulgação do laudo da PCIPA, o processo entra em nova fase. 
O material pericial será analisado para a definição da responsabilidade penal do réu. 
O caso pode ser julgado pelo Tribunal do Júri, com possibilidade de enquadramento como feminicídio, conforme entendimento do Ministério Público.
Os advogados que representam a família da vítima afirmam que o laudo é peça central para a acusação. 
Já a defesa do policial sustenta que as mensagens divulgadas são recortes isolados e que não podem ser avaliadas fora do contexto geral do relacionamento.
O julgamento ainda não tem data definida.
Fonte : Portal Pará Web News
Blog do Xarope via Portal Pará Web News

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