quarta-feira, 5 de agosto de 2026

'Cheguei a pensar: será que a culpa era minha?': influencer denuncia deepfake após foto de biquíni ser manipulada por IA para simular nudez

Em participação no Fantástico, ela afirmou que imagens publicadas em suas redes sociais foram alteradas e divulgadas em um site adulto.
Eu estou totalmente nua num site adulto", contou a influenciadora digital Débora Sanchez.
Uma mulher que teve fotografias manipuladas por inteligência artificial para a criação de conteúdo pornográfico relatou ter sido vítima de chantagem e decidiu denunciar o caso à polícia. 
Em participação no Fantástico, ela afirmou que imagens publicadas em suas redes sociais foram alteradas e divulgadas em um site adulto.
Segundo o relato, criminosos utilizaram suas fotos e inseriram partes íntimas de outra pessoa para criar montagens falsas.
"As minhas fotos foram modificadas. 
Eu estou totalmente nua num site adulto", contou a influenciadora digital Débora Sanchez.
Após descobrir a fraude, ela reuniu provas, registrou capturas de tela e procurou uma delegacia.
Sentimento de culpa
A vítima afirmou que chegou a questionar se teria alguma responsabilidade pelo ocorrido por ter compartilhado uma foto de biquíni.
"Eu cheguei infelizmente a pensar: será que a culpa é minha? Eu postei uma foto de biquíni", disse. 
Depois, concluiu que não havia feito nada de errado. 
"É tão comum a gente postar uma foto de biquíni. 
Qual que é o problema disso?"
Ela afirmou que decidiu não se calar diante da situação e defendeu que outras mulheres também denunciem esse tipo de crime.
Apoio da família
A vítima destacou que o apoio dos familiares foi fundamental para enfrentar o episódio. Segundo ela, o acolhimento do marido e dos parentes ajudou a superar o medo e o trauma causados pela exposição.
"A minha família ter me acolhido, meu esposo ter me acolhido, em nenhum momento ter pensado que a culpa era minha, foi o que mais me deu força", afirmou.
Apesar do impacto emocional, ela disse que procurou não se deixar abalar pelo conteúdo produzido.
"Eu não me abalei porque não era eu, não era o meu corpo", declarou.
Aumento de casos
Para Mariana Valente, diretora e professora do InternetLab, os casos que já foram revelados representam apenas uma parcela do número real de casos.
"Dá pra dizer com bastante certeza que os casos que a gente conhece são a ponta do iceberg".
"A grandíssima maioria das imagens e vídeos que a gente chama de deepfakes são deepfakes sexuais de mulheres".
O laboratório NetLab, da UFRJ, identificou um mercado estruturado em torno desse tipo de conteúdo com imagens de Paolla Oliveira. Durante o monitoramento, pesquisadores encontraram 198 anúncios diferentes circulando em plataformas da Meta, dona do Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads.
"Praticamente todos os dias tinham anúncios sendo distribuídos nas plataformas da Meta, Instagram e Facebook, com imagens falsificadas da Paolla", afirma a diretora do laboratório, Marie Santini.
Fonte : G1
Blog do Xarope via G1 .

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