Quem paga imposto tem direito de saber como o recurso público é executado.
O semestre tem prioridade eleitoral para a maioria dos atores políticos do país. |
Esperamos que os parlamentares – deputados e senadores – aproveitem as facilidades da ferramenta.
Afinal, melhorar os gastos públicos precisa ser desejo de todos, independentemente de ideologias.
Mas, os números registrados na plataforma Gasto Brasil nos obrigam a uma reflexão profunda sobre os rumos que o Brasil tem tomado, ainda a tempo de sensibilizar exatamente esses atores, protagonistas da disputa pelo voto do eleitor.
Até 31 de julho, a ferramenta de transparência já registrava mais de R$ 3,3 trilhões.
Vejam: o nome da plataforma não é “Gasto Brasil” à toa.
É porque esse tanto de dinheiro representa exatamente gastos, e não investimentos.
Isso diz muito sobre a forma como o dinheiro público vem sendo empregado.
Falta disciplina fiscal no nosso país; faltam responsabilidade e prudência; faltam gestores que assumam como prioridade uma reforma administrativa capaz de dar fim a esse ralo por onde escorrem os tributos, que tanto sacrificam o setor produtivo.
Além de penalizar os empreendedores, esse gasto público desordenado interfere no ambiente de negócios, influencia a percepção fiscal, mexe com o custo de financiamento do Estado, da taxa de juros, do crédito e de qualquer análise de investimento.
É por isso que aproveitamos para fazer um chamamento aos parlamentares do Congresso, com o lançamento da plataforma Gasto Brasil na casa do povo no dia 11 de agosto.
É preciso fiscalizar com lupa esses números.
Somente por meio desse monitoramento, deputados e senadores conseguirão cumprir com qualidade a função constitucional de fiscalizar o gasto público e tomar decisões orçamentárias responsáveis e eficientes, que levem o Brasil ao desenvolvimento e ao crescimento.
Quanto maior o volume de recursos administrados pelo Estado, maior deve ser a capacidade de acompanhamento do Congresso.
E o Gasto Brasil existe exatamente para ajudar: é uma ferramenta de transparência e informação, criada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Reúne dados públicos em um único ambiente, com atualizações em tempo real e com gráficos didáticos para leitura e compreensão.
É um instrumento relevante para quem quer entender o ambiente econômico.
O cenário fiscal para os próximos anos será um desafio de enormes proporções.
O debate não pode ser incompleto.
O Brasil precisa discutir receitas, mas também precisa acompanhar despesas.
Transparência sobre arrecadação e sobre gastos são dimensões complementares.
Quem paga imposto tem direito de saber como o recurso público é executado.
Esperamos que os parlamentares – deputados e senadores – aproveitem as facilidades da ferramenta.
Afinal, melhorar os gastos públicos precisa ser desejo de todos, independentemente de ideologias.
O Gasto Brasil estará – a partir de agora – dentro do Congresso, lado a lado com os parlamentares, em prol do país e da justiça social.
**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio .
Fonte : Diário do Comércio .
Blog do Xarope via Diário do Comércio .
IMAGEM: Kiko F.
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