sexta-feira, 1 de maio de 2020

URUARÁ, EXCLUSIVO – Ibama, Incra e Força Nacional acusados de ameaçar colonos de Cachoeira Seca

O assessor jurídico da Prefeitura de Uruará, Jacob Kennedy Gonçalves, ingressou na justiça com ação civil pública contra o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para impedir a retirada de mais de 300 famílias de colonos que ocuparam a Terra Indígena Cachoeira Seca.
A Terra Indígena Cachoeira Seca tem superfície aproximada de 734.027 hectares e perímetro aproximado de 541 km e sempre esteve em conflito por causa de grandes e pequenos produtores que não aceitam a demarcação da área. Uma parte da área fica em Uruará, sudoeste do Pará.
Na ação, o advogado afirma que os agentes do Ibama estão sendo violentos na retirada das famílias da área. “Em plena pandemia do coronavírus, quando está sendo recomendado isolamento social, mais de 300 famílias estão sendo compelidas a abandonar seus lares na zona rural de Uruará, durante operação do Ibama, com apoio da Força Nacional, usando armas de fogo de grosso calibre para enfrentar os colonos desarmados”, alega.
Diz ainda que, segundo relatos de agricultores que residem nos travessões Km 155 Sul, 160 Sul e 165 Sul, desde a última semana os agentes estão realizando operação na região, armados, intimidando os moradores e destruindo o patrimônio deles. Os agricultores teriam recebido um prazo de sete dias para saírem da área ou terão casas e propriedades incendiadas.
A operação aconteceu, conforme a ação, sem prévia comunicação e sem o governo divulgar informações sobre a retirada dos agricultores da região, e sem destinar outra área para que as famílias fossem reassentadas.
O advogado reproduziu o depoimento de um colono: “Eles estiveram na minha casa, onde tem três crianças pequenas, botaram todos nós com a mão na cabeça, com armas apontadas para a gente e conferindo se as crianças estavam armadas. Mas o agricultor que trabalha não tem arma dentro de casa. Entraram na minha casa e fizeram um terror”.
A ação requer a concessão de medida liminar de cumprimento de obrigação de não fazer, para suspender a operação de desocupação, enquanto durar a emergência em saúde pública e o estado de calamidade pública no Pará. No mérito, pede a condenação do Ibama e a reparação pelo dano moral coletivo causado aos colonos.
O assessor jurídico da prefeitura argumenta que Uruará, cuja área é alvo da operação, também foi acometido pela pandemia de Covid-19, tendo inclusive decretado estado de calamidade pública. O objetivo da ação, pondera, não é questionar o mérito administrativo da decisão do Ibama, somente que esse não é o momento adequado para dar continuidade ao seu cumprimento, pois acarreta riscos à saúde e tranquilidade dessas pessoas e de toda a população do município.
De acordo com a ação, o Ibama mantém uma base na vicinal 140 Sul da Transamazônica e no dia 15 de abril último iniciou uma operação na área da Cachoeira Seca de combate a supostos crimes ambientais, notadamente supressão vegetal ocorrida nos últimos quatro anos, segundo imagens de satélites.
Na ocasião, aponta a ação, inutilizaram e atearam fogo num trator de esteira D50 e visitaram lotes informando que as propriedades posteriores ao ano de 2011 teriam dias para desocupar a área e que somente poderiam permanecer aquelas anteriores a 2011, que segundo os agentes seriam as únicas a serem indenizadas.
A ação ressalta ainda que a demanda não se trata de mera questão ambiental ou simples invasão de má-fé, pois a área foi homologada em 2016 e as propriedades são anteriores e para sua desativação sujeita-se a procedimento de desintrusão promovido pela União, envolvendo a Funai e o Incra.
“São proprietários de boa-fé, áreas ocupadas por agricultores familiares de baixa capacidade financeira e limitada instrução escolar, na maioria pequenos proprietários (média de 100ha) assentados pelo Incra ou posseiros espontâneos, cujo acesso à terra lhes foram asseguradas por ação estatal da reforma agrária e política fundiária ou mesmo cujas unidades produtivas localizam-se nos projetos de colonização ou assentamentos criados pelo Incra, onde exercem suas atividades laborais de cultivo da terra, principalmente a agricultura (cacau, arroz, pimenta-do-reino, feijão, milho) e pecuária, sendo suas únicas fontes de renda e onde vivem com suas famílias, em alguns casos já na segunda e terceira geração”, detalha a ação.
“Há também médias e grandes propriedades, bem como de ribeirinhos, beiradeiros e descendentes dos soldados da borracha, na margem do rio Iriri. Fazem parte da história de ocupação histórica não indígena da Amazônia, iniciada com os ciclos econômicos e impulsionado a partir de 1970 com o Programa de Integração Nacional – PIN, o Plano Nacional de Viação, os Projetos de Colonização Integrados no Pará (PIC Marabá, o PIC Altamira e o PIC Itaituba), dos projetos de assentamento e ocupações espontâneas havidas desde a década de 1980”, completa.
Com a palavra, para as explicações de cada um, Ibama, Incra e Força Nacional. O espaço do Ver-o-Fato está aberto ao contraditório.

Brasil tem 5.901 mortes e 85.380 casos de Covid-19; no Pará são 2.999 infectados, 321 em análise e 224 mortes

Pico de infectados no ES saltou de 28 para 49 novos casos por dia ...O número de casos confirmados por coronavírus no Brasil subiu para 85.380 e de óbitos para 5.901. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 30, no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. 
Pará
A Secretaria de Estado e Saúde Pública (Sespa) informa que há 2.999 casos confirmados de covid-19 no Pará, 1.428 casos recuperados, 224 óbitos, 321 casos em análise e 2.087 casos descartados.

TSE cassa mandato do deputado estadual Iran Lima (MDB) do Pará; cabe recurso

Plenário entendeu que o político praticou improbidade administrativa em 2004, quando era prefeito de Moju e por isso estava inelegível. Lima nega as acusações
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o registro de candidatura do deputado estadual Iran Lima (MDB) nesta quinta (30), reeleito nas eleições de 2018. O plenário do TSE entendeu que o político praticou ato doloso de improbidade administrativa em 2004, quando era prefeito do município de Moju, nordeste do Pará, e por isso estava inelegível.
O deputado Iran Lima nega as acusações e disse que irá recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF).
O deputado Lima, que atualmente preside a Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), também foi secretário de estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), na atual gestão do governo estadual, até março deste ano.
A Alepa informou que ainda não foi notificada sobre a decisão do TSE.

Ex-participante do The Voice Kids, Tuca Almeida é morto a tiros aos 15 anos

Crime ocorreu nesta quinta-feira (30), em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Adolescente participou do programa em 2018.

Tuca Almeida participou do The Voice Kids em 2018, quando tinha 13 anos — Foto: Reprodução/Instagram
Um adolescente de 15 anos de idade foi morto a tiros, na tarde desta quinta-feira (30), no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. Segundo a Polícia Militar (PM), a vítima foi Tuca Almeida, que participou do programa The Voice Kids, da TV Globo, em 2018, quando tinha 13 anos de idade.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Portaria estende até 15 de maio, na Justiça Federal em todo o Pará, medidas restritivas para prevenir o contágio pelo coronavírus Covid-19



Especial COVID-19A Justiça Federal no Pará prorrogou, até o dia 15 de maio, medidas restritivas para prevenir o contágio pelo novo coronavírus Covid-19 que anteriormente iriam vigorar até hoje, 30 de abril. A prorrogação por mais duas semanas foi formalizada por meio da Portaria Diref nº 10171351, que segue determinações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) destinadas às unidades judiciárias de todo o País.
Os efeitos da portaria da Diretoria do Foro incluem a sede da Justiça Federal, em Belém, e as Subseções Judiciárias que funcionam nos municípios de Santarém, Marabá, Altamira, Castanhal, Redenção, Paragominas, Tucuruí e Itaituba. Em todas as unidades, será mantido o Plantão Extraordinário, instituído pela Resolução nº 313 do CNJ, que prevê a suspensão dos prazos processuais nas demandas que tramitam em meio físico.

MPF recomenda que Ibama mantenha operação de combate ao desmatamento na Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará

Desmatamento cresce 32% nas Terras Indígenas da Amazônia ...Fiscalização ambiental deve seguir focada em ilegalidades recentes, orienta o MPF
O Ministério Público Federal (MPF) enviou recomendação nesta quinta-feira (30) ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para que seja mantida a operação de combate ao desmatamento na Terra Indígena (TI) Cachoeira Seca, no Pará.
Nos últimos anos, a TI tem sido uma das áreas com maiores índices de degradação ambiental em toda a Amazônia, o que coloca em risco a vida do povo indígena Arara e de todo o ecossistema local, alertam os 18 procuradores da República que assinam a recomendação.

PM em luto: 14 policiais militares morrem pelo novo coronavírus em apenas 6 dias

PM emite nota de pesar por Cabo PM encontrado morto em Feira de ...A Polícia Militar no Pará já conta com 97 casos confirmados, 705 suspeitos e 1007 afastamentos preventivos
Um dos grandes desafios dos últimos dias da Polícia Militar é estar na linha de frente no combate à pandemia do novo Coronavirus. Diante do avanço deste inimigo invisível, os agentes de segurança adotaram novas armas como máscara e álcool gel. O que não está sendo suficiente já que a PM no Pará confirmou 14 mortes, sendo que nove delas foram em apenas 48h. A polícia já conta com 97 casos confirmado e 705 suspeitos.
Acostumados a arriscar as próprias vidas para proteger a população, policiais militares agora atuam também em barreiras de fiscalização, nas ruas evitando aglomerações, além de ações como distribuição de máscaras à população. Na defesa da população em um combate que tem deixado baixas em todo mundo, eles sabem dos riscos que correm e tentam se proteger da melhor forma possível. 
Uma das vítimas da Covid- 19 foi o 3° sargento João Carlos Oliveira Campos, 51 anos, que faleceu na noite desta segunda-feira (27), no Hospital Abelardo Santos, distrito de Icoaraci, em Belém. Na tarde do último domingo (26), o policial teve febre e procurou a unidade de saúde para receber atendimento médico. O estado de saúde do PM se agravou e ele foi entubado. Por volta das 22h, o policial não resistiu e veio a falecer com síndrome respiratória aguda grave.
O sargento conhecido por J.Carlos foi enterrado na tarde desta terça-feira, 28, e seu corpo foi levado em cortejo ao cemitério. Há 25 anos na corporação, J.Carlos realizou várias operações policiais em parcerias com o coronel Neil Souza e com o delegado, e hoje deputado federal, Eder Mauro, da Polícia Civil. Além de ser também reconhecido no meio jornalístico ao ajudar a imprensa que atuavam nas coberturas policiais.
Em nota, A PMPA falou que o sargento possuía medalhas de bons serviços prestados à PM e uma longa lista de elogios pela devoção e dedicação às ações de segurança pública no Estado do Pará. O praça encerra sua carreira dentro da Corporação com comportamento excepcional”, ressaltaram.

Preso em Xinguara acusado de duplo homicídio em São Félix do Xingu

O acusado estava sendo procurado há três anos pelo assassinado de dois homens, que foram mortos a facadas
Uma equipe da Delegacia de Polícia Civil de São Félix do Xingu, no sul do Pará, com apoio de policiais de Xinguara, no sudeste do Estado, prendeu esta semana um homem acusado de matar duas pessoas na zona rural do município. O acusado, Valtoniro Oliveira dos Santos, conhecido como “Tanilo”, estava sendo procurado há três anos pelos crimes, que aconteceram em 2017.

Município de Juruti é processado por decidir não entregar merenda a estudantes cujos pais tenham emprego

Henrique Costa diz que atual prefeito de Juruti quer inviabilizar ...
Prefeito Henrique (PT).
Na ação, o MPF pede à Justiça Federal em Santarém uma decisão urgente para obrigar a Prefeitura a distribuir o kit de alimentação a todos os alunos da rede pública, sem discriminação.
O município de Juruti, no oeste do Pará, está sendo processado pelo Ministério Público Federal (MPF) por decidir não entregar merenda aos estudantes cujos pais estejam empregados. A ação foi ajuizada na terça-feira (28). Segundo o MPF, impedir o acesso de alunos à alimentação escolar vai contra os princípios constitucionais da administração pública e viola direitos fundamentais das famílias.

MPPA quer facilitar atendimento de vítimas de violência doméstica

Mulheres vítimas de violência doméstica podem buscar ajuda pelo ...A Promotoria da Mulher quer facilitar o atendimento de vítimas de violência doméstica nas delegacias
A Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Ministério Público do Pará emitiu Recomendação aos delegados de polícia civil que atuam junto à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) visando facilitar o primeiro contato das vítimas de violência doméstica que buscam proteção policial.