terça-feira, 19 de maio de 2026

Pará registra superávit de US$ 21,5 bilhões e mantém terceira maior balança comercial do País em 2025

Estudo da Fapespa consolida dados estratégicos para o planejamento municipal e a atração de novos investimentos .
Com isso, o Estado passou a ocupar a quinta posição entre os maiores exportadores do Brasil, respondendo por 7% das vendas externas do País.
O Pará manteve posição de destaque no comércio exterior brasileiro em 2025, ao registrar superávit de US$ 21,5 bilhões na balança comercial, o terceiro maior do País, atrás apenas do Mato Grosso e de Minas Gerais. 
O resultado representa crescimento de 2,6% em relação a 2024 e reforça o protagonismo do Estado nas exportações nacionais, impulsionado principalmente pelos setores mineral e agropecuário.
Os dados são resultado do Boletim de Comércio Exterior do Pará 2025, estudo elaborado pela Diretoria de Estudos e Pesquisas Socioeconômicas e Análise Conjuntural (Diepsac), da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa). 
O estudo foi publicado na última sexta-feira (15), e está disponível no site da Fapespa.
Para o diretor responsável pelo estudo, professor Márcio Ponte, o Boletim do Comércio Exterior 2026 é o documento mais atualizado do Brasil sobre as exportações e importações paraenses: “O presente Boletim, elaborado pela nossa Diretoria de Estudos da Fapespa, apresenta o panorama do comércio exterior paraense e elenca suas principais potencialidades, com destaque para o minério de ferro, alumina e cobre, na indústria; e nas carnes desossadas e soja, na agropecuária; sendo a nossa a terceira maior balança comercial do Brasil. 
Nesse sentido, o Boletim consiste em mais uma entrega do governo do Pará para Estado e municípios poderem se planejar e executar projetos voltados para suas vocações socioeconômicas e ambientais, e mesmo atrair mais e novos investimentos privados para geração de empregos, renda e riquezas para as cidades paraenses, já que dez delas concentram a quase totalidade da nossa capacidade exportadora”.
Segundo o estudo, o Pará também alcançou US$ 24,2 bilhões em exportações no ano passado, crescimento de 5,4% em relação a 2024, desempenho acima da média nacional, que ficou em 3,5%. 
Com isso, o Estado passou a ocupar a quinta posição entre os maiores exportadores do Brasil, respondendo por 7% das vendas externas do País.
Dessa forma, a pauta exportadora paraense permaneceu concentrada no setor mineral. 
O minério de ferro liderou as exportações, com US$ 11,6 bilhões e participação de 48% no total exportado pelo Estado. 
Na sequência, aparecem os minérios de cobre, com US$ 3,6 bilhões; e a alumina calcinada, com US$ 1,9 bilhão, correspondendo o cobre por 14,8% das exportações, seguido pela alumina, com participação de 7,8%.
Além dos minerais, produtos do agronegócio também ganharam espaço. 
As exportações de carnes bovinas desossadas cresceram 70,3%, alcançando US$ 1,2 bilhão, enquanto a soja registrou alta de 6,9%, somando US$ 1,6 bilhão.
Exportações - Os dados mostram ainda forte concentração territorial das exportações, revelando que cerca de 90% das vendas externas do Pará tiveram origem em apenas dez municípios. 
Canaã dos Carajás permaneceu como principal município exportador do Pará, com US$ 6,6 bilhões em vendas externas, o equivalente a 27% do total estadual. 
Parauapebas ficou em segundo lugar, com US$ 5,3 bilhões, seguido de Barcarena, com US$ 3,4 bilhões.
Marabá foi um dos destaques do ano ao registrar crescimento de 22,6% nas exportações, alcançando US$ 3,2 bilhões. 
Já Itaituba apresentou a maior alta percentual do ranking, com expansão de 132,2%.
O Boletim de Comércio Exterior do Pará 2025 também revelou que a China manteve a liderança entre os principais destinos das exportações paraenses, absorvendo US$ 11 bilhões em produtos do Estado, o equivalente a 45,6% do total exportado. 
Malásia e Estados Unidos aparecem na sequência. 
Entre os produtos vendidos ao mercado chinês, destacam-se minério de ferro, soja, carne bovina, sulfetos de cobre e ferroníquel.
Europa - O estudo também aponta crescimento da demanda europeia por produtos paraenses. 
As exportações para a Europa cresceram 17,5% em 2025, enquanto os embarques destinados à União Europeia avançaram 10,8%.
Importações - Em relação às importações, estas também apresentaram crescimento expressivo em 2025. 
O Estado importou US$ 2,7 bilhões, alta de 33,7% em relação ao ano anterior. 
Barcarena liderou as importações, respondendo por 40,4% do total estadual, seguida por Belém. 
Marabá, Parauapebas e Santarém também apresentaram crescimento significativo.
O principal produto importado foi o gasóleo (óleo diesel), oriundo principalmente da Rússia, que somou US$ 316,5 milhões. 
Também se destacaram o gás natural liquefeito importado dos Estados Unidos e fertilizantes vindos do Canadá, Marrocos e Egito.
Os Estados Unidos permaneceram como principal origem das importações paraenses, com participação de 32% do total, seguidos por Rússia e China.
Economia paraense mantém perfil exportador
O Boletim de Comércio Exterior do Pará 2025 destaca ainda que a economia paraense segue dependente do comércio exterior. 
Em 2023, a proporção das exportações em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Estado alcançou cerca de 43,6%, percentual muito acima da média brasileira, de 15,5%.
A partir da análise dos dados, o estudo aponta que o desempenho atual dos dados de comércio exterior confirma a relevância estratégica do Pará no comércio internacional de commodities minerais e agropecuárias, mas também reforça a necessidade de ampliar a diversificação produtiva e agregar valor à pauta exportadora estadual.
“Esse estudo mostra claramente o potencial exportador do nosso Estado, hoje ainda influenciado fortemente pela mineração e pela agropecuária, mas que ao mesmo tempo demonstra que o canal está aberto para outros produtos. 
E a bioeconomia, através do vale bioamazônico, certamente ocupará esse espaço e, em breve, com grande destaque. 
Afinal de contas, o Pará tem investido muito na geração de tecnologia e de inovação para o uso de produtos não madeireiros e da nossa biodiversidade como um todo”, conclui o presidente a Fapespa, Marcel Botelho.
Fonte : Agência Pará
Blog do Xarope via Agência Pará .

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