quarta-feira, 24 de junho de 2026

Homem que espancou namorada com 61 socos em elevador vai a júri popular

Igor Eduardo Cabral responderá por tentativa de feminicídio qualificado; agressão deixou vítima com sequelas permanentes.
A data do júri popular ainda não foi definida.
Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, acusado de agredir brutalmente a então namorada com dezenas de socos dentro de um elevador, foi pronunciado e irá a julgamento pelo Tribunal do Júri.
A decisão foi proferida nesta terça-feira (23/6) pela 1ª Vara Criminal de Natal.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) entendeu que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que Igor responda por tentativa de feminicídio qualificado, com duas qualificadoras. 
A data do júri popular ainda não foi definida.
Crime brutal registrado em vídeo
O caso ocorreu em julho de 2025. 
As câmeras de segurança do condomínio flagraram o momento em que Igor encurrala a vítima, Juliana Soares, de 35 anos, e desfere 61 socos em sua cabeça e rosto. 
Ele continuou agredindo mesmo após ela cair no chão, sem condições de se defender. 
A agressão foi tão violenta que o acusado chegou a usar a barra de apoio do elevador para aumentar a força dos golpes.
Juliana sofreu múltiplas fraturas faciais graves, incluindo lesões no maxilar e em outros ossos da face. 
Ela passou por uma cirurgia de reconstrução facial que durou mais de nove horas, recebeu sete placas de titânio e 31 parafusos. 
Como sequela permanente, ficou com paralisia facial periférica total do lado direito do rosto.
Decisão da Justiça
Ao pronunciar o réu, a juíza da 1ª Vara Criminal destacou a extrema gravidade do crime e a periculosidade do acusado:
“A gravidade concreta do crime, evidenciada pelo modus operandi de extrema violência e crueza — traduzido no espancamento contínuo de sua namorada em ambiente confinado, desfigurando-lhe a estrutura óssea facial e impondo-lhe severa sequela neurológica permanente — demonstra a acentuada periculosidade social do agente e o risco real de reiteração delitiva caso restituído à liberdade.”
A magistrada rejeitou o argumento da defesa de que as lesões não teriam colocado a vítima em risco imediato de morte. 
Segundo ela, a intenção de matar deve ser analisada pela violência empregada e pelo potencial letal dos golpes, concentrados na cabeça e na face.
Igor foi preso em flagrante logo após o crime, contido por moradores até a chegada da Polícia Militar. 
A prisão em flagrante foi convertida em preventiva na audiência de custódia. 
Em agosto de 2025, a Justiça recebeu a denúncia do Ministério Público e o tornou réu. 
O processo agora segue para o Tribunal do Júri.
Com informações do portal Metrópoles
Fonte : Debate Carajás
Blog do Xarope via Debate Carajás

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