quinta-feira, 18 de junho de 2026

Processo por tentativa de homicídio avança na Justiça do Rio, mas rapper Oruam segue foragido

Audiência de instrução ouviu testemunha que alega falta de identificação policial em operação de 2025.
Processo por tentativa de homicídio avança na Justiça do Rio, mas rapper Oruam segue foragido Crédito: Reprodução/Redes sociais
O desdobramento judicial de uma operação policial realizada em julho de 2025 ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (16). 
A juíza Tula Côrrea de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital do Rio de Janeiro, conduziu a audiência de instrução e julgamento do caso em que o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, é acusado de tentativa de homicídio contra policiais civis. 
Enquanto o processo avança com depoimentos e estratégias de defesa, o cantor permanece com a prisão preventiva decretada e é considerado foragido pela Justiça.
O caso teve origem durante uma ação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes na residência do artista, localizada no bairro do Joá, na Zona Sudoeste fluminense. 
Na ocasião, o delegado Moyses Santana e o então oficial de cartório Alexandre Ferraz foram ao endereço para cumprir um mandado de busca e apreensão contra Thallys Gabriel de Azevedo, que era menor de idade na época e investigado por suposto envolvimento com o tráfico. 
Segundo a denúncia do Ministério Público, os agentes teriam sido atacados com pedradas durante a abordagem. 
Na confusão daquele dia, Thallys chegou a ser colocado na viatura, mas conseguiu escapar para uma área de mata e não foi capturado na época.
Agora, como testemunha de defesa, Thallys Gabriel prestou depoimento e apresentou uma versão diferente sobre a conduta dos policiais no dia do episódio. 
Ele afirmou que os agentes entraram na casa de Oruam à sua procura, mas alegou que eles não se identificaram formalmente e nem exibiram o mandado judicial de busca e apreensão. 
O jovem confirmou que foi colocado no veículo oficial, mas declarou em juízo que não presenciou nenhuma agressão com pedras contra os policiais civis.
Após a fala da testemunha, os advogados de defesa comunicaram que Oruam e os outros três réus do processo, Victor Hugo Vieira dos Santos, Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira e Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais, decidiram exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio. 
Oruam, que é filho de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP (uma das lideranças históricas do Comando Vermelho e detido há quase três décadas em um presídio federal), segue com paradeiro desconhecido enquanto seus representantes legais tentam desestruturar as acusações no tribunal.
Fonte : Roma News
Blog do Xarope via Roma News 

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