O Grupo político liderado pelo ex-vereador JK do Povão, conhecido em Santarém pelos discursos moralistas e ataques constantes contra adversários sob a bandeira da “transparência” e do combate ao uso indevido do dinheiro público, agora enfrenta acusações de agir exatamente da forma que critica.
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| Ex - Vereador JK (PL) , Deputado Federal Delegado Caveira (PL) . |
Investigação jornalística aponta que assessores diretamente ligados ao ex-parlamentar ocupam cargos em gabinetes de deputados federais bolsonaristas em Brasília, recebendo salários pagos com dinheiro público sem, supostamente, exercerem atividades efetivas na capital federal.
A principal marca política construída por JK do Povão nos últimos anos sempre foi o discurso agressivo contra adversários políticos, principalmente com denúncias envolvendo gastos públicos, supostos privilégios, nepotismo e ataques contra gestores municipais e estaduais.
No entanto, o próprio grupo do ex-vereador agora se vê no centro de questionamentos morais e éticos que colocam em xeque a coerência do discurso adotado diariamente nas redes sociais.
Levantamento feito junto ao Portal da Transparência da Câmara dos Deputados mostra que pessoas diretamente ligadas a JK ocupam cargos em pelo menos três gabinetes de deputados federais aliados do PL.
O detalhe que chama atenção é que, segundo relatos e apurações locais, esses assessores jamais teriam exercido atividades presenciais em Brasília, embora recebam salários custeados pelos cofres públicos.
Um dos casos é o do advogado Wemerson Diniz Almeida, aliado próximo e defensor jurídico de JK do Povão, lotado desde março deste ano no gabinete do deputado federal Joaquim Passarinho como secretário parlamentar.
O salário bruto ultrapassa R$ 3 mil mensais.
Outro nome é o de Cintia Malcher Silva, considerada uma das pessoas mais próximas do núcleo político de JK, nomeada no gabinete do deputado Delegado Caveira com salário bruto superior a R$ 8 mil.
O marido dela, Abimael Balieiro, apesar de não constar na folha é quem atua no suporte ao parlamentar no município.
Também aparece na lista Juliana Ribeiro Campos de Souza, filha de JK do Povão, lotada no gabinete da deputada federal Dra. Alessandra Haber, recebendo mais de R$ 6 mil mensais desde fevereiro deste ano.
As nomeações levantaram suspeitas sobre um possível uso político dos cargos parlamentares para sustentar uma estrutura digital voltada a ataques sistemáticos contra adversários políticos em Santarém, justamente em um momento de intensa movimentação pré-eleitoral no município.
Nas redes sociais e em blogs ligados ao grupo, os ataques são praticamente diários.
Entre os principais alvos estão o prefeito Zé Maria Tapajós, o ex-prefeito Nélio Aguiar, o deputado federal Henderson Pinto, além do ex-governador Helder Barbalho e da governadora Hana Ghassan.Para críticos do grupo, o episódio revela uma profunda incoerência moral.
Enquanto JK e aliados utilizam o discurso de combate à corrupção e fiscalização do dinheiro público para atacar adversários, integrantes do próprio núcleo político aparecem vinculados a gabinetes parlamentares financiados pela população brasileira, sem comprovação pública de atuação efetiva.
Críticos afirmam que o grupo se escora na proximidade com parlamentares bolsonaristas de linha mais radical para promover intimidações políticas, ataques pessoais e campanhas de desgaste contra pessoas públicas de Santarém.
Para opositores, trata-se de uma estrutura movida muito mais por perseguição política do que por compromisso verdadeiro com ética ou transparência.
Pela legislação, assessores parlamentares podem atuar fora de Brasília, desde que desempenhem funções ligadas ao mandato e cumpram suas atribuições regularmente.
O problema está justamente na dificuldade de fiscalização efetiva dessas atividades .
Fonte : Sávio Barbosa


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