segunda-feira, 28 de maio de 2018

Foragido é preso transportando 500 kg de 'Skank' em lancha afundada no Rio Amazonas

O traficante manauara, José Francisco dos Anjos Rodrigues, guardava uma lancha com a droga. A embarcação afundou em um banco de areia no rio Amazonas. 
as primeiras horas do domingo (27), a equipe do Núcleo de Apoio à Investigação do Oeste do Pará (NAI-w), prendeu em flagrante o traficante manauara José Francisco dos Anjos Rodrigues, 30 anos, que guardava uma lancha com 500 quilos da droga conhecida como ‘Skank’.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

JOTA NINOS: 34 anos de jornalismo nas veias

Jota Ninos, Ormano Sousa e Manuel Dutra: pupilos e o mestre.
Era uma sexta-feira, 25 de maio de 1984. Faltavam menos de dois meses para eu completar 21 anos. Cheguei à garagem da Rádio Rural com minha velha Mobylette Caloi cor de prata (uma motoneta que havia ganhado de meu pai, no Natal anterior) e perguntei onde era a sala de um tal Eriberto Santos.
Meu corpo – à época com pouco mais de 60 quilos, hoje é quase o dobro – tremia muito, num misto de paúra e excitação. Ia me apresentar para um teste de repórter da maior emissora de rádio da região. No ano anterior, durante alguns meses, tinha tido a experiência de produzir e apresentar na emissora o programa dominical Momento Sindical, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, junto com a futura reitora da Ufopa, Raimunda Monteiro. No programa não havia participação ao vivo, apenas gravações, mas todos que me conheciam dos movimentos sociais (onde atuava como militante) diziam que eu levava jeito pra coisa e me incentivaram para tentar a vaga.
“Meu nome é João Georgios Ninos, e soube que vocês têm uma vaga para repórter”, balbuciei ao Eriberto. Ele me apresentou a outro rapaz do qual nem recordo o nome e com o qual disputaria a vaga. Recebemos pautas e saímos para cumpri-las. “Quem chegar primeiro – disse, rindo, o Eriberto – fica com a vaga”. No fim do dia, apesar de meus infortúnios (que relatei de forma pitoresca no post http://goo.gl/lrc15R), consegui a vaga! Começava ali minha saga de jornalista, no interior da Amazônia!
Hoje comemoro essa data solitariamente, sem muita pompa, fazendo aquilo que sempre gostei de fazer desde adolescente: escrever. E escrevo neste maltratado blog, que parei de alimentar diariamente (e com muitos intervalos e retornos), por conta de minhas atribuições como servidor do Judiciário e auxiliar do juiz do Tribunal do Júri, que me toma muito o tempo, desde que passei no concurso público em 2003. Mesmo atuando como analista judiciário, não deixei de lado meu “Eu” jornalista. E sempre que posso, deixo minhas palavras impressas em algum lugar, principalmente nas redes sociais.
Sérgio Henn, Jota Ninos, Edinaldo Mota e Eriberto Santos: 
Assessoria de Comunicação da PMS (1997)
Entro de férias dentro de uma semana e espero poder finalizar um livro que sempre anuncio, mas nunca consigo terminar, com uma coletânea do que melhor escrevi nesses 30 anos de profissão, em reportagens e crônicas, para publicar em julho, nos meus 51 anos de vida (e quem sabe assistindo a vitória da seleção brasileira na final da Copa de 2014, que acontecerá justamente no dia do meu aniversário!).
Mas enquanto o livro não sai, faço aqui (quase no fim do dia) uma pequena análise pro meu ego e reparto com meus poucos leitores, as impressões dessa jornada cheia de altos e baixos, que ajudou de alguma forma a moldar meu senso crítico.
Um repórter engajado e atormentado
Como disse no início do texto, antes de trabalhar como repórter eu era militante do movimento popular. Um pequeno-burguês que acreditava que mudaria o mundo. Foi no comércio de meu pai, uma lanchonete que fazia sensação no centro da cidade (Nino-Lanche), que conheci, em 1979, a então militante Raimunda Monteiro (atual reitora da Ufopa), a eterna Raimundinha. E através dela acabei indo frequentar um grupo de jovens que apresentava peças de teatro com temática engajada nos bairros da periferia e questionavam a ditadura militar. Aos 16 anos, comecei a forjar um articulador de movimentos sindicais, populares e estudantis, até me filiar a um partido que surgiria em 1981, nascido exatamente destas lutas contra a ditadura: o Partido dos Trabalhadores (PT).
Pelo talento (ou seria pela porra-louquice?) que demonstrava sempre eram-me repassadas as funções de registro dos acontecimentos do movimento, seja em atas ou em gravações reproduzidas depois em panfletos. Por conta disso, participei de um mini-curso para produção de boletins informativos do movimento e atuei em muitos dos que foram criados à época, sendo o mais importante deles o da extinta Associação dos Comerciários: O Talonário.
Foi com essa bagagem que cheguei ao cargo de repórter. A Rádio Rural vivia naquele momento dos anos 1980, uma mudança de direcionamento, dando maior espaço aos movimento populares em sua programação, por conta da influência dos padres da chamada Teologia da Libertação que passaram a ocupar a direção da emissora. Um ex-seminarista chamado Dornélio Silva, que voltou de Belém para atuar na antiga Catequese Rural (hoje Comissão Pastoral da Terra – CPT) e que tinha experiência em comunicação, foi atuar no Setor de Jornalismo da Rural e seria fundamental para a minha carreira.
Ao saber que seria aberta uma vaga no setor, Dornélio procurou os líderes dos movimentos sindicais de Santarém para saber se havia algum jovem que se moldasse à função, para que a vaga fosse ocupada por alguém sensível às causas populares. Ninguém pestanejou em apontar meu nome e logo fui chamado e desafiado a dar tudo de mim para ocupar a vaga, como se fosse uma tarefa de luta. Naquele momento, ainda via a chance como auto-afirmação de militante de uma causa, não como sacerdócio profissional.
Depois de aprovado no teste, percebi que o engajamento político me causaria problemas. Na emissora, muitos colegas viravam o rosto pra mim, acreditando que eu tinha sido “indicado pelos padres” (e eu não entendia o porquê da repulsa). Achavam até que eu era mais um dos seminaristas que já haviam atuado no Jornalismo, mas mal sabiam que nunca tinha nem frequentado igreja e que desde cedo decidi não ter religião alguma! Foi aí que percebi que apesar de muitos padres pregarem a “opção pelos pobres”, não cuidavam dos trabalhadores de sua própria emissora que reclamavam injustiças diárias e salários baixos!
O pior é que os “companheiros” me viam como um braço do movimento dentro da emissora, e encaminhavam líderes sindicais para me levarem notícias. Eriberto Santos, sempre gozador, encaminhava todos que chegavam para trazer informes das comunidades para o “repórter do PT, lá no fundo da sala”... Ainda imaturo, não sabia reagir àquilo tudo, ao mesmo tempo em que cada vez mais me convencia de que queria ser um jornalista profissional, mas não tão engajado e nem tampouco omisso. Como fazer a transição entre o engajamento partidário e a afirmação profissional?
Formadores de um repórter
Minhas angústias eram remoídas nas noites de plantão, enquanto produzia o Jornal da Manhã. Dornélio Silva, mais experiente, passou a ser meu interlocutor e solidificamos uma amizade que dura até hoje. Chegamos a morar juntos e trocar confidências pessoais. Uma amizade que ia além da ideologia. Mas outras pessoas foram importantes na minha formação, naquele início de carreira e sou grato à elas até hoje.
O já falecido amigo Eriberto Santos, sem dúvida, foi fundamental naquele início. Acreditou no meu potencial desde o primeiro dia. Deu dicas preciosas e era o tipo do chefe dos sonhos: deixava rolar e adorava manter um clima de euforia no departamento. Não me lembro de ter levado qualquer “bronca” dele, mesmo quando cometia algum deslize. Ao contrário, chamava pra uma conversa e dizia onde errei e como deveria proceder. “Você é responsável pelo que faz”, dizia sempre. Isso atiçava meu senso de disciplina adquirido na militância política, e fazia tudo para evitar novos erros. Até hoje, nas experiências de chefia que tive, tentei usar o mesmo estilo de Eriberto na condução das equipes que comandei, seja no Jornalismo, seja na Justiça.
Poucos meses depois de estrear, comecei a ousar em alguns textos e mostrei minha verve humorística, que Eriberto adorou. O pessoal da Rádio começou a notar o talento que eu tinha com as palavras, principalmente na cobertura da Câmara Municipal. Meus comentários pela manhã misturavam notícia sobre vereadores e frases irônicas. Adorava pinçar detalhes pitorescos das sessões e jogava no texto, como o desalinho de um vereador com a roupa sempre amassada, os erros de português de outro, ou a mosca que insistia em não deixar um terceiro vereador falar da tribuna. Pequenas coisas que faziam meu texto ser “guerrilheiro” e atacar as “autoridades constituídas”. Era a influência da leitura dos textos non sense do jornalista carioca Carlos Eduardo Novaes, do qual era fã, além dos textos irreverentes da revista Casseta Popular e do periódico satírico Planeta Diário (os autores destas duas edições se uniriam mais tarde para escrever o roteiro do revolucionário programa TV Pirata, e anos mais tarde, o Casseta & Planeta!). E isso começou a atrair inimigos contra mim...

Jota Ninos, Ormano Sousa e Manuel Dutra: pupilos e o mestre.
O respeitável jornalista Manuel Dutra, que tinha sido gerente da emissora e fazia o comentário diário do Jornal da Manhã, um dia me encontrou no corredor da Rural e me elogiou pelos textos. Daquele primeiro contato surgiu uma nova e sólida amizade que transformei na relação de pupilo e mestre, até hoje. Dutra passou a me dar orientações e até chamava minha atenção quando passava do ponto. Houve um episódio em que chegou a me esculachar e dizer que eu tinha feito molecagem (outro dia dou detalhes).
Mas não posso esquecer também da contribuição de outras pessoas nesse início de carreira: o ex-redator gaúcho, o falecido Sérgio Henn (sim, aquele da avenida mais perigosa do trânsito...) e Ismaelino Soares (irmão de Santino Soares), com os quais também dividi madrugadas na redação e que sempre buscavam frear minhas loucuras; as dicas para a reportagem em campo me foram passadas pelo mais experiente dos repórteres da época: Sampaio Brelaz; e finalmente, o amigo José Parente de Sousa, o Jota Parente, chefe de programação da Rural, que sempre abalizou muitas das minhas loucuras no jornalismo e me deu a chance de ser apresentador do Canta Brasil, programa com músicas de MPB que ele produzia e apresentava nas tardes de sábado, e que eu adorava. Dali, para apresentar o Bazar Brasileiro (criado em 1985) nas noites de domingo, foi um pulo.
A gênese de um repórter polêmico
Quanto mais eu me embrenhava no Jornalismo, mais eu me distanciava da militância política. A imaturidade de algumas lideranças sindicais daquele período (tendo à frente meu grande mentor nos movimentos sociais, Pedro Peloso – à época esposo de Raimundinha), me levou à condição de proscrito nos movimentos sociais e até de “traidor da causa dos trabalhadores”. Ao ponto de alguns até tramarem minha saída da emissora (que ocorreria, finalmente, em 1986).
Mas apesar disso, comecei a cunhar minha fama de “polêmico”, epíteto que incorporei ao meu nome de guerra. Nas primeiras férias da emissora fui rever minha Belém, mas procurei os radialistas que faziam sucesso. Santino Soares me levou à Rádio Liberal e me mostrou como se faziam os programas policiais. O mais famoso à época era o do Adamor Filho. Achei que podia fazer aquilo em Santarém, mas com outra roupagem.

Uma famosa entrevista coletiva com Ronaldo Campos (centro) da qual participo (1986). 
Na foto estão (da direita para a esquerda) os colegas: Manuel Dutra, Adriana Lins, 
Joanir Silva, Jota Ninos, Marco Nogueira, os irmãos Ray e Josivaldo Pereira, 
e Jurandir Anselmo. Ao fundo Eriberto Santos (falecido), o ex-vereador Davi Pereira 
e o comunicador Geraldo Bandeira (também falecido). Foto do Acervo do ICBS.
Quando voltei, levei a ideia ao gerente da emissora, Eduardo dos Anjos (hoje, meu colega como oficial de Justiça), que não aprovou. Ele acreditava que Santarém não estava preparada para um programa policial, até porque as ocorrências na delegacia eram poucas. Dornélio me ajudou a convencê-lo mostrando que o programa teria uma abertura para a população se manifestar, através de cartas, numa sequência que se chamaria “Broncas do Povão”. Parente foi decisivo: “Acho que vai dar certo”. Nascia ali o programa que viria a ser a maior audiência da emissora: o Plantão da Cidade. Inicialmente era um programa de 15 minutos após o jornal do Meio-Dia, que era apresentado por Oswaldo de Andrade. A apresentação irreverente e a parceria com Clenildo Vasconcelos, que era programador musical, era o tempero que faltava. Clenildo e os operadores de áudio que antes me viravam a cara passaram a disputar o horário, pois eu dava liberdade para criarem vinhetas que adicionassem humor. E as Broncas do Povão, segunda parte do programa eram o maior sucesso. As reclamações eram as mesmas de hoje, falta d’água, luz nos postes, buracos nas ruas. Mas eu aproveitava para desancar o prefeito de plantão. Um deles foi Ronan Liberal (pai do vereador Ronan Liberal Jr.) e outro viria se tornar meu maior inimigo: Ronaldo Campos de Souza, pai do hoje radialista e blogueiro JK.
Criei o personagem Honestino Honesto da Silva, personificado por Clenildo Vasconcelos, com sua irreverência de imitar um velho caboclo do interior. Honestino era uma sátira contra os políticos desonestos, já que era um demagogo de primeira. Eu fazia os textos e Clenildo os interpretava ao vivo. O sucesso do personagem foi tão grande que nas eleições de 1985, o lancei como candidato a prefeito e houve o registro de pelos menos três votos (de protesto) nas urnas de papel! Mas Ronaldo Campos venceu as eleições e eu passei a ser seu principal adversário. Até que em 1986 fui demitido, e muita gente logo atribuiu minha demissão à perseguição do prefeito, mas eu sabia que nos bastidores o meu partido havia contribuído com a demissão, por eu ter iniciado a criação de uma tendência partidária que se opunha à direção de então. Mas isso é assunto pra outra postagem...
Repórter andarilho
A saída da Rural, no auge da audiência, ajudou a construir a imagem do repórter andarilho, desde então. Passei por várias empresas e sempre era demitido por injunções político-partidárias, nunca por incompetência. Quando saí da Rural, reforcei a sequência das Broncas do Povão criando outro personagem, o Broncolino Bronqueado da Silva, que era interpretado por um jovem conhecido como Amadeu dos Santos (irmão do Tadeu, famoso vocalista da Banda 5ª Dimensão). Broncolino seria irmão de Honestino na minha ficção e era um caboclo que odiava os corruptos como seu “irmão”, e como porta-voz da ira do povão passou a ser meu alterego. Ao sair da Rural levei o personagem comigo para a recém-inaugurada Rádio Tropical, do empresário Ubaldo Corrêa, onde criei o programa Comando Tropical, que até um dia desses ainda estava no ar. Foram cinco meses intensos nessa emissora, e acabei tendo a chance de trabalhar pela primeira vez na TV Tapajós, já que Ubaldo era diretor dessa emissora (à época os Pereira e os Corrêa ainda não haviam desfeito a sociedade).
Em 1986 vivi a experiência de trabalhar no jornal O Tapajós, jornal que chegou a ter três edições semanais e foi o primeiro completamente produzido e impresso em Santarém. Antes disso, já havia tido uma experiência escrevendo alguns artigos sobre política no extinto Jornal de Santarém, na gestão do falecido jornalista Arthur Martins. Demitido da Tropical, mais uma vez por pressões políticas (desta feita por obra do prefeito Ronaldo Campos), preparei meu retorno à Rural no ano seguinte. O detalhe curioso é que na Tropical cunhei o apelido de “prefeito abelha” (quando não está voando está fazendo cera) contra Ronaldo Campos por causa de suas eternas viagens em busca de verbas que nunca chegavam, e isso era a coisa que ele mais odiava, além das denúncias (o engraçado foi ver recentemente seu filho JK usar a mesma expressão contra outros prefeitos da região, em seu blog...rs).
A briga com o prefeito continuaria no meu retorno à Rádio Rural em janeiro de 1987. Só que um pedaço de mim ficou na Tropical: o personagem Broncolino foi “confiscado” e eu bem que poderia ter feito uma briga judicial por direito autoral, mas à época nem liguei pra isso. Na Rural, meu programa continuava, mas já não era o mesmo. Eu precisava resgatar sua credibilidade. Passaram-se cinco meses, até que ocorreu o episódio dos sacos de cimento e da invasão do prefeito ao estúdio, como já contei em outra postagem: http://goo.gl/BSaEiX. Estava restabelecida a sina do repórter polêmico.
Mas esse episódio me deu medo, pelas ameaças anônimas que recebi. Meu pai providenciou minha ida à Grécia para estudar, com medo que eu fosse mais uma vítima de pistoleiros, que agiam despudoradamente na região. Em 1988 fui para minha segunda Pátria e passei três anos lá. Tive a primeira experiência como correspondente internacional, primeiro escrevendo artigos para O Tapajós e depois para o semanário recém-criado (1989) Gazeta do Tapajós, dos irmãos Carneiro (Jeso e Celivaldo), dos quais sou amigo até hoje.
O retorno do filho pródigo

Sérgio Henn, Jota Ninos, Edinaldo Mota e Eriberto Santos: 
Assessoria de Comunicação da PMS (1997)
No retorno a Santarém, passei pela TV Ponta Negra (1992), onde trabalhei como editor-chefe de um jornal que vinha depois do Jô Onze e meia (pouca gente assistia); fui repórter, redator e editor do jornal Estado do Tapajós (1993/1994), do empresário Admilton Almeida (atual proprietário do jornal O Impacto); experimentei em 1995/1996 o trabalho de assessoria de comunicação de uma ONG ambientalista (Projeto Várzea, hoje IPAM), sob a coordenação de Socorro Pena. 
Em 1997, entrei para o mundo do marketing político, estreando como marketeiro e ajudando a eleger o então deputado Lira Maia por dois mandatos! Nesse período, atuei como chefe da Divisão de Comunicação e Marketing na gestão Lira Maia, sob a coordenação do amigo Sérgio Henn, com quem me reencontrei durante a campanha (ele era assessor de Alexandre Von); em seguida fui parar na assessoria de comunicação da Câmara Municipal auxiliando entre 1997/2001 os presidentes Mário Feitosa (PMDB) e Osmando Figueiredo (PDT); criei a empresa Lexis Marketing e Pesquisas (1998/2001) e fui sócio da produtora Set Light com Celia Henn e Paulo Tihammer.
Voltei ao jornalismo como correspondente do extinto jornal A Província do Pará (1999/2000) e nesse mesmo período trabalhei com Miguel Oliveira na instalação do jornal Província do Tapajós (que depois se tornaria O Estado do Tapajós, hoje só em versão online); em 2001 ingressei na TV Tapajós, a convite de Vânia Maia, assumindo a chefia do departamento de Jornalismo até 2003, quando passei no concurso do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), atuando inicialmente em Ananindeua. Nesse período convivi com colegas como Suelen Reis e Claudenice Lopes, que ainda hoje mantém a filosofia de trabalho que construímos juntos naquele período. Também vivi uma grande parceria com os amigos Grazziano Guarany, na criação do portal NoTapajós (hoje G1 Santarém) e com Nélson Mota e Pedro Liberal, na criação do programa Meio-dia em Ponto, da 94 FM, que até hoje está no ar.
Ao retornar a Santarém em 2004, tentei várias vezes atuar no jornalismo. Primeiro criando este blog e depois, a convite de Vânia Maia amiga de Jader Barbalho Filho, assumi por alguns meses a sucursal do Diário do Pará e lancei o encarte Diário do Tapajós (assumido depois pelo casal José Ibanês e Albanira Coelho); voltei a trabalhar na TV Tapajós, como chefe de Comunicação Corporativa e assessor de Comunicação da empresa, por um curto período em 2006.




Em 2007 voltei a apresentar o Bazar Brasileiro na Rádio Rural, atuando algumas vezes como comentarista nas eleições, sempre a convite de meu "líder espiritual" (rs) Edilberto Sena. O programa saiu do ar em 2009 e retornou em 2011, saindo novamente em 2013. Atualmente renegocio novo retorno ao programa que é meu xodó.
Com a falta de tempo, tenho colaborado com vários blogs ou como free lance em revistas e jornais, sendo o mais assíduo o blog do amigo Jeso Carneiro. Desde 2006, colaboro como assessor de imprensa informal do Judiciário, sendo liberado pela presidência do TJPA a produzir relises para o site do TJ e recentemente para a Rádio WebJus, no qual colaboro inclusive com boletins gravados.
Sindicalismo nas veias
A velha experiência com movimentos sindicais foi providencial na organização dos trabalhadores da comunicação. Em 1986, aquela insatisfação que víamos nos olhos dos colegas da Rural, se transformou em algo sólido, com a criação (um ano depois) da Associação dos Radialistas de Santarém, agregando colegas de várias emissoras como os irmãos Adilson e Adélson Sousa. Elegemos Dornélio Silva nosso primeiro presidente e eu fui vice. Depois que Dornélio e eu viajamos, Adélson Sousa assumiu e junto com Augusto Sousa (atual presidente), fundaram o Sindicato dos Radialistas em 1988. Colaborei com quase todas as diretorias do Sindicato, principalmente nas presidências de Ormano Sousa (1990/1994), Paulo Tihammer (1994/1996), Ronei Oliveira (1996/1998) e Rosa Rodrigues (1998/2000). A partir daí me afastei das atividades.
Em 2006 entrei para a 1ª turma de comunicação social, coordenada por Manuel Dutra, no Iespes – Instituto Esperança de Ensino Superior. Formados em Jornalismo em 2010, recebemos a incumbência de tentar mais uma vez a instalação de uma delegacia regional do Sinjor – Sindicato dos Jornalistas do Pará, agora com o nome de Diretoria Regional, sendo empossado em 2012 pela atual presidente Sheila Faro com mais quatro colegas: Rosa Rodrigues, Minael Andrade, Ednaldo Rodrigues e Ronilma Santos. Mas de lá para cá, apesar de várias reuniões e conversas pela internet, não conseguimos o objetivo de filiar os quase 100 jornalistas já diplomados aqui, e a maioria nem poderá votar nas eleições do Sinjor que vão ocorrer em junho, o que pra mim foi uma frustração. O envolvimento de todos os membros da diretoria com o curso de especialização da Ufopa, foi um dos motivos de não se dedicar com maior empenho na tarefa. Mas uma comissão de jovens jornalistas, liderados pela colega Ronilma Santos trabalha para finalizar esse doloroso processo, no qual ainda pretendo colaborar, se for possível. 
Neste dia em que completo 30 anos de Jornalismo, só pude terminar o texto agora à noite, porque aguardava o nascimento da nova filha, Nicole, mas que decidiu não sair para ser meu grande presente nesta data...

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Incra e Terra Legal fazem entregam aos produtores e assentados rurais do Oeste do Pará

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), juntamente com o Terra Legal, estará realizado neste Sábado, dia 26 a partir das 9 horas, no Sirsan- Sindicato Rural de Santarém, uma grande reunião. 
A finalidade será a entregam aos produtores e assentados rurais da Região Oeste do Pará, de (CCUS E BARRACAS FEIRA PARA FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR) E TERRA LEGAL (TÍTULOS DEFINITIVOS). 
Além da presença do Superintendente Regional do Incra no Oeste do Pará, Mário Sérgio da Silva Costa, estão confirmadas as representações Quilombolas, prefeitos e vereadores da região, Presidentes de comunidades, Lideranças Sindicais, além do Deputado Federal Wladimir Costa, o Wlad do Solidariedade.

Sespa emite alerta para o município de Prainha, após médico ser mordido por morcego

Além do ataque ao médico que estava em uma fazenda, há relatos de mortes de bovinos após mordidas de morcegos em Prainha.
O morcego hematófago pode transmitir o vírus da raiva (Foto: Lenito Abreu/Adapec)Comunicado de alerta foi emitido no início desta semana pela Coordenação Regional de Zoonoses, do 9º Centro Regional de Saúde da Sespa, para a Secretaria Municipal de Saúde do município de Prainha, no oeste do Pará, para adoção de medidas preventivas e investigação de ataques de morcegos a pessoas e animais naquela região.
Antes do envio de ofício à Semsa, a coordenadora regional de Zoonozes em Santarém, Elisângela Leal, já havia feito contato telefônico com o secretário de Saúde de Prainha, logo que tomou conhecimento da notificação de atendimento do médico Manoel Alvarenga, que foi mordido por morcego em uma fazenda naquele município, na madrugada do dia 19.
Segundo Elisângela Leal, são muitas as notificações que chegam à Sespa na região, mas um caso como o do médico que buscou atendimento em unidade de saúde por mordida de morcego foi o primeiro. “A secretaria de Saúde de Prainha deve adotar medidas de investigação do caso e também preventivas à raiva. Temos notícias também da morte de bovinos em Prainha por ataque de morcegos e já informamos à Adepará, que costuma ser parceira da Sespa em situações como essa. Já temos uma programação de visita ao município de Prainha para a primeira semana de junho”, informou.

Assassino de professora em Castelo de Sonho tinha deixado a prisão há 3 meses no Mato Grosso

lucas
Amanda Elizete Araújo de 32 anos, foi brutalmente assassinada em Castelo de Sonho

Um ex-presidiário morador de Guarantã do Norte (711 km de Cuiabá), vulgo Lucas, 22 anos, foi detido dentro de um ônibus após assassinar uma professora na cidade de Castelo de Sonho, no estado do Pará (920 km desta capital), durante uma tentativa de assalto. De acordo com informações Lucas, cometeu o latrocínio na última segunda-feira (21) e tentou retornar a Mato Grosso, quando foi preso.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e reacende o debate sobre as audiências de custódia. Segundo as informações, o suspeito do latrocínio no estado vizinho teria sido solto há pouco mais de três meses em uma audiência de custódia, depois de cometer um assalto em Guarantã do Norte.
Informações publicadas pelo site “Folha do Progresso” apontam que a vítima recebeu 30 facadas e teve o corpo encontrado pelo marido. Já o suspeito, Lucas, foi capturado próximo a Serra do Cachimbo quando tentava retornar ao Mato Grosso.Conforme consta no boletim de ocorrência, a vítima Amada Elisete da Costa, 30 anos, teve a casa invadida e foi esfaqueada diversas vezes. Além disso, teve o pescoço cortado.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

João Vicente Goulart, filho de Jango e pré-candidato pelo PPL à Presidência da República

“Temos que devolver ao povo brasileiro o que lhe pertence”
A Série Presidenciáveis da Rádio Som Maior FM e do Portal 4oito chega ao seu 12º entrevistado, trazendo os principais nomes na disputa à Presidência da República. Hoje foi a vez de João Vicente Goulart (PPL), filósofo e político brasileiro, filho do ex-presidente João Goulart. 
Ele falou sobre seus planos para o futuro do país, caso seja eleito, sobre a recente mudança de partido, do Partido Democrático Trabalhista (PDT) para o Partido Pátria Livre (PPL), e ainda sobre a atual situação econômica do Brasil.
“Partidos e políticas evoluem para posições que não são aquelas do começo da história. Hoje o PPL teve uma importante revisão sobre o trabalhismo e assumiu isso como uma ampliação de sua luta política e suas propostas para o Brasil. É importante dizer que hoje o PPL está com Brizola Neto, que veio para nossa agremiação”, contou.
O presidenciável revelou que deixou o PPL em 2017 por uma questão particular. Segundo ele, tudo aconteceu porque o presidente do partido, Carlos Lupi, manteve a sigla na base do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, após o mesmo vetar a construção do Instituto João Goulart.
“Seria a última obra do arquiteto Oscar Niemeyer, gênio brasileiro da arquitetura, para a composição do projeto arquitetônico do eixo monumental. O projeto demandava muita organização e a cessão de uso do terreno. Depois de sete anos no processo administrativo conseguimos a cessão de uso do terreno. E, para a nossa surpresa, o PDT apoiou o governador Rollemberg”, explicou.
Para Goulart, o Brasil vive um momento em que reconhece e resgata a memória e luta política de João Goulart. “Num momento em que o Brasil presta honras de chefe de Estado a ele, quando fizemos exumação e seus restos mortais chegaram à Brasília, com os militares prestando honras. Num momento em que tudo isso acontece no Brasil, o governador Rollemberg, apoiado pelo PDT, cassa pela segunda vez o presidente João Goulart. Eu disse: “e então, por gentileza, fique com o partido que eu fundei que eu fico com a memória de meu pai, que é mais importante”. E procurando alternativas encontrei no Pátria Livre uma disposição de resgatar o trabalhismo, regatar as políticas nacionalistas e as reformas de base”, disse.
O presidenciável diz que entrou no partido sem pretensão de ser pré-candidato, mas se sente honrado em encarar a missão. “Esta indicação muito me honra, porque é uma honra para qualquer brasileiro exercer o resgate e conduzir as reinvindicações do povo brasileiro”, comentou.
Propostas
Goulart explica que sua proposta é regatar o nacionalismo e essencialmente devolver ao Brasil a sua soberania. 
“Nesse tempo deste governo ilegal e ilegítimo, a velocidade da transferência dos direitos dos trabalhadores para os setores empresariais e financeiros é de tal ordem que assusta até aqueles que mais defendem o modelo de mercado. Não é mais possível um país que transfere R$ 400 bilhões para o sistema financeiro. Não temos como investir em educação, saúde pública e segurança”, esclareceu.
Ele defende que e chegada a hora de resgatar parte das reformas de base no Brasil. “A Reforma Agrária, hoje, tem que ser acompanhada de uma Reforma Agrícola e Fundiária para que possa integrar essa grande arte de cidadãos que moram nas periferias da cidade. 
Nós temos aí a Lei de Remeça de Lucros proposta em 64 e que as grandes empresas fizeram pressão para que não fosse aprovada. Temos empresas transferindo seus lucros no Brasil para suas matrizes e ficam devendo multas. Isso é uma sangria”, disse.
Sobre esquerda e direita, Goulart disse que, está denominação se justificava em 1964, quando o mundo era dividido apenas nestes dois polos. “Hoje a esquerda ou direita estão sendo provocadas por discursos de ódio no país. 
Em 64 a esquerda falava sobre domínio da União Soviética sobre o mundo, com uma economia de Estado. E os EUA defendia a economia de mercado. Nós brasileiros temos que respeitar a nossa Constituição. 
Nossa Constituição é de economia privada. Hoje não existe mais o modelo soviético. Somos um partido que defende a sociedade e a micro, pequena e média empresa. Defendemos que o lucro gerado palas empresas seja social. Temos que propor ao Brasil algo novo, nosso. Temos que resgatar e colocar sobre o nosso domínio os nosso minérios. Temos que ter uma visão mais Brasil, mais soberana. 
Queremos um Brasil de todos e não apenas dos que mais tem. Temos que resgatar a história do Brasil e devolver ao povo brasileiro o que lhe pertence”, afirmou.
Por Clara Floriano

Moradores filmam viatura do Detran fugindo de motoqueiros em Óbidos

Um caso minimamente curioso foi registrado por moradores da cidade de Óbidos, no oeste paraense. Uma viatura do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) é perseguida por várias motocicletas.
A data não foi especificada, nas imagens é possível verificar que a viatura passa em alta velocidade com os motoqueiros seguindo o carro de forma incisiva.
A situação chega a se tornar piada entre os jovens que em meio a conversa dão a entender que se tratava de uma ação de fiscalização contra o transporte irregular na cidade.
Em nota, o Detran apenas informou que desconhece qualquer registro de perseguição ou ato de violência contra agentes do órgão.
A nota segue informando que equipes do Detran, em parceria com órgãos municipais e estaduais de segurança, realizam no município de Óbidos, ações de fiscalização para coibir irregularidades no trânsito e em combate à criminalidade.

26 PMs assassinados e 40 ameaçados de morte no Pará

De acordo com informações fornecidas pela PM, cerca de 40 policiais militares estão recebendo medidas protetivas por serem ameaçados de morte. 
No dia anterior à morte do sargento Miranda, outro militar havia registrado um boletim de ocorrência policial na Seccional Urbana da Cidade Nova, denunciando uma tentativa de homicídio. 
O policial relatou que vem sofrendo ameaças de morte há algumas semanas por meio de redes sociais e que no fim da manhã de segunda-feira (21) foi seguido por homens que estavam em dois veículos, uma motocicleta e um carro preto, no bairro do 40 Horas, em Ananindeua, município que mais registra violência contra policiais neste ano.
O coordenador geral da Associação em Defesa dos Militares do Pará (Admipa), Luiz Passinho, observa a vulnerabilidade que os policiais militares, em especial os de baixa patente, sofrem no Pará. Dos 26 assassinados em 2018, apenas dois não se enquadram nessa categoria. São considerados de baixa patente soldados, cabos e sargentos. 
E o descaso do Governo do Pará não encerra em baixos salários e falta de infraestrutura no trabalho. Passinho denuncia que os colegas que conseguem resistir a baleamentos, por exemplo, sofrem para se recuperar. “Se ele está hospitalizado, não recebe o ticket-alimentação. Depois, não consegue ter acesso aos remédios de forma adequada. Tenho colega que ficou com várias infecções depois do baleamento e precisa de ajuda dos amigos para comprar os medicamentos”, comenta.
Blog do Xarope com detalhes de Alice Martins Morais

Cinco vão zarpar e um deve chegar no Clube do Remo,após derrota humilhante dentro de casa

Cinco vão zarpar e um deve chegar no Clube do Remo (Foto: Fábio Will/Remo)
Sem conseguir deslanchar na Série C, equipe azulina terá mudanças no elenco (Foto: Fábio Will/Remo)
O mau começo do Clube do Remo na Série C, sobretudo após a derrota vergonhosa sofrida no último final de semana, por 3 a 0, em casa, contra o Confiança, fez com que o departamento de futebol da agremiação tomasse medidas urgentes quanto ao planejamento do time na competição.
Por isso, na manhã de ontem, além da apresentação formal do meio-campista Rafael Bastos, os diretores aproveitaram para falar sobre os próximos passos do setor. E de acordo com os cartolas, o grupo deverá passar por uma repaginada, a começar por uma lista de dispensas.
Segundo o diretor Milton Campos, quatro atletas deverão deixar o plantel já nos próximos dias, por já não fazerem parte dos planos da comissão técnica para o restante da temporada. 
O jogador  Adenilson, que já não vinha mais sendo relacionado nas partidas do time,é outro que deve deixa o time.

Polícia Federal prende mulheres com mais de 10 quilos de maconha

Droga apreendida em Óbidos será periciada e depois incinerada (Foto: Polícia Federal/Divulgação)
As duas ainda tentaram se livrar bagagem quando perceberam a presença da PF
A Polícia Federal prendeu na tarde desta terça-feira (22), duas mulheres que viajavam em uma embarcação que saiu de Manaus (AM) com destino a Santarém (PA).
Elas estavam carregando uma mochila contendo aproximadamente 10,5 kg de material com características de maconha tipo skunk.
As suspeitas tentaram se livrar bagagem quando perceberam a presença da polícia, porém, testemunhas viram e indicaram quem estava com a droga. Elas assumiram serem donas da bagagem e foram conduzidas para a Delegacia de Polícia Federal de Santarém onde será lavrado o termo de flagrante delito.
Blog do Xarope com detalhes do G1