sábado, 18 de abril de 2026

“Nossa opinião é a das Escrituras”, destaca Raphael Abdalla .

Novo presidente da CBB aborda temas sensíveis como política, ideologia, finanças e o papel da Igreja em um Brasil polarizado .
Entre as prioridades, Abdalla destacou o fortalecimento das missões, uma das marcas da atuação batista no Brasil e no exterior, além da necessidade de modernizar processos administrativos. Foto: Bruno Contarini .
Aos 31 anos, o pastor Raphael Abdalla foi eleito o novo presidente da Convenção Batista Brasileira (CBB), o segundo mais jovem da história da denominação. 
Ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Comunhão Entrevista, onde detalhou os desafios à frente da igreja em um país marcado por tensões políticas, debates ideológicos e transformações culturais.
Abdalla foi eleito durante a assembleia realizada em Salvador, na Bahia, e afirmou ter sido surpreendido pelo resultado. 
“Eu realmente fui a Salvador sem nenhuma expectativa de eleição… foi uma surpresa, creio, para a glória de Deus”, declarou, ao explicar o processo democrático que envolve a participação de mensageiros de todo o país.
Ao comentar o peso da função, o novo presidente adotou um tom de responsabilidade e serviço. 
“É muito mais uma oportunidade de servir do que um privilégio… eu encaro como uma honra”, disse. 
A fala sintetiza o espírito que pretende imprimir à gestão, marcada pela continuidade do trabalho histórico da denominação e pelo respeito à trajetória de seus antecessores.
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A unidade interna também aparece como eixo central da sua liderança, especialmente diante da diversidade de pensamentos dentro da própria igreja. 
“Unidade não é uniformidade”, pontuou. Para ele, o desafio será manter a coesão sem abrir mão do caráter democrático e congregacional que define a identidade batista.
Em relação ao cenário político, o presidente foi enfático ao defender a separação entre Igreja e Estado, evitando alinhamentos partidários. “Enquanto presidente, sou absolutamente impedido de manifestações político-partidárias”, afirmou. 
Ao mesmo tempo, destacou o papel da Igreja como referência moral na sociedade, sem abrir mão da liberdade de consciência dos fiéis.
Sobre temas sensíveis como ideologia de gênero e outras pautas contemporâneas, Abdalla reafirmou sua convicção teológica. 
“A nossa opinião é sempre a opinião das Escrituras Sagradas”, declarou. 
Ao projetar o fim de sua gestão, resumiu o legado que deseja deixar: “Se eu for lembrado como alguém que valorizou a palavra de Deus e manteve o povo em unidade, vou ficar muito feliz.” Confira a entrevista na íntegra!
Fonte : Comunhão
Blog do Xarope via Comunhão .

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